As contradições em torno de temas estratégicos começam a se manifestar dentro do próprio Palácio do Planalto, revelando que o governo Bolsonaro poderá ser marcado por conflitos internos. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira (3) que a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém "é um pensamento do presidente por enquanto" e deixou claro que há indefinição sobre quando será feita; "se acontecer, será com prudência"


247 - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira (3) que não acredita que o Brasil corre risco de sofrer represálias dos muçulmanos caso o Brasil decida transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

O general minimizou as declarações de Bolsonaro, ao dizer que a transferência da embaixada "é um pensamento do presidente por enquanto". Ele acha que a questão não vai chegar ao ponto de acarretar represálias ao Brasil, pois "se [a transferência] acontecer, vai acontecer com precaução e mostrando à comunidade árabe que a eventual transferência de sede da embaixada em Israel não é provocação".

Diferentemente do açodamento do novo chanceler brasileiro e do próprio presidente, o general Augusto Heleno lembrou que a diplomacia brasileira sempre foi habilidosa e teve competência para tratar do assunto.

As declarações foram publicadas na edição desta sexta-feira (4) do jornal Valor Econômico. A indefinição sobre quando será feita a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém pode ser explicada pelos temores de, ao tomar a decisão, o Brasil sofrer represálias comerciais de países árabes, que são grandes consumidores de carne bovina e aves produzidas no Brasil.

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Brasil 247

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