Reprodução
Em entrevista à Rede TV na noite deste domingo (21), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) voltou a afirmar que teve o sigilo bancário quebrado “de forma ilegal e vazado para a a imprensa com o objetivo de me prejudicar e prejudicar o governo que está começando”.
O filho de Jair Bolsonaro insinuou ainda que os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro, que investigam o caso, têm ligação com o PT. “Está circulando imagem de supostos promotores com camisas dizendo ‘sou do MP e sou contra o golpe’. É uma clara evidência de simpatia com o PT”, disse ele, que pretende pedir investigação sobre a atuação dos promotores.
O senador diplomado disse que foi buscar orientação com o pai no sábado (19), no Palácio do Planalto. “Ele me disse ‘a estratégia é a seguinte, Flávio, a verdade'”.
Mais cedo, na TV Record, do bispo Edir Macedo, o deputado estadual e senador diplomado disse que os depósitos fracionados identificados em sua conta são resultado da venda de um imóvel.
Na sexta (18), o Jornal Nacional revelou que o senador eleito recebeu R$ 96 mil em um período de cinco dias, entre junho e julho de 2017.
Segundo a reportagem, foram 48 depósitos no valor de R$ 2 mil, realizados em espécie no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Flávio Bolsonaro também afirmou que o título de pouco mais de R$ 1 milhão pago à Caixa Econômica Federal deve-se ao financiamento deste imóvel.
Os dados do Coaf integram uma investigação do Ministério Público do Rio sobre a suspeita de prática de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, iniciada há seis meses. Entre os alvos está o ex-assessor Fabrício Queiroz, que movimentou R$ 1,2 milhão em transações suspeitas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, como revelou o Estado em dezembro.
Neste domingo, o jornal O Globo mostrou que um relatório do Coaf apontou que as movimentações financeiras nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, atingiram R$ 7 milhões entre os anos de 2014 e 2017.
À TV Record, Flávio disse que Queiroz apresentou uma “explicação plausível” logo após a divulgação dos dados e que espera que seu ex-assessor esclareça logo o assunto às autoridades.
“O meu ex-assessor faz ou deixa de fazer é responsabilidade dele. Eu não tenho como saber o que aconteceu. E quando ele me diz, lá no começo, quando fui questioná-lo que dinheiro era esse, ele me deu uma explicação plausível. Ele me disse que parte desse dinheiro era dele, que como policial ele recebia, como assessor da Assembleia ele recebia. E a família depositava na conta dele. O outro ele me disse, ‘chefe, explico facilmente, não tem nada de ilegal nisso'”, afirmou Flávio.
Revista Fórum

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;