Com duplo veto de Rússia e China, proposta intervencionista dos Estados Unidos não prosperou na sessão extraordinária ocorrida no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira (28)
Telesur - Os Estados membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniram nesta quinta-feira (28) para votar os projetos de resolução apresentados pelas delegações dos Estados Unidos e da Rússia à Venezuela.
A proposta dos Estados Unidos obteve nove votos a favor, três contra e três abstenções. O duplo veto de Rússia e China definiu que a proposta intervencionista não prosperou.
Por sua vez, a resolução russa obteve quatro votos a favor, sete contra e quatro abstenções, e também não foi aprovada.
A votação ocorreu após a segunda sessão extraordinária convocada pelos EUA na terça-feira (26) para discutir a situação política na Venezuela, na qual a rejeição pela maioria de uma intervenção militar na nação sul-americana foi reiterada.
Telesur explica as duas propostas contidas na resolução norte-americana:
1. Novas eleições, apesar das eleições presidenciais de maio de 2018, nas quais Nicolás Maduro foi reeleito com 67,8% dos votos. As eleições foram descritas por observadores internacionais como válidas e democráticas.
2. Ajuda humanitária, um pretexto para intervir militarmente na Venezuela. Em 23 de fevereiro, foi feita uma tentativa de entrar ilegalmente em caminhões carregados com a suposta "ajuda humanitária" através da fronteira colombo-venezuelana. Os líderes da operação orquestraram vários falsos positivos, que incluíam a queima de um dos caminhões pelos violentos grupos de oposição, e uma simulação com um tanque roubado por dois soldados venezuelanos, que fugiram imediatamente para a Colômbia.
Já o documento introduzido pela Rússia, segundo a Sputnik Brasil, reafirma o papel do governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na coordenação da entrega da ajuda humanitária e faz apelo ao diálogo político. O texto ainda aponta o mecanismo de Montevidéu como saída de negociação e se posiciona contra o uso da força na Venezuela.
Brasil 247

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