Capitaneada pelo presidente da Bolivia, Evo Morales, a turma do ‘deixa disso’ age na reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, para evitar uma intervenção militar na Venezuela.
O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, também aderiu ao movimento contrário à agressão do país liderado por Nicolás Maduro.
De acordo com o vice brasileiro, em nenhuma circunstância o Brasil permitiria que os EUA usassem seu território para invadir a Venezuela.
“O ingresso de forças armadas estrangeiras em território brasileiro depende de aprovação do Congresso Nacional e não há intenção de apoio do governo de Jair Bolsonaro para tal possibilidade”, garantiu.
Apesar de rejeitar a invasão do país vizinho, Mourão defende intensificação de negociações de maneira a criar dissidência nas forças armadas venezuelanas. Ou seja, o vice-presidente do Brasil, pelo jeito, atirou ao mar o “autoproclamado” presidente, Juan Guiadó, ao propor canal com militares bolivarianos.
Por ser o maior país da região, a posição do Brasil tem peso no Grupo de Lima, formado por 14 países, significa um balde de água gelada nas pretensões imediatas dos Estados Unidos e do aloprado chanceler Ernesto Araújo — que saiu derrotado no episódio.
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