Estes movimentos de extrema-direita se formaram no contexto do golpe de Estado contra o governo da ex-presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), ocorrido por meio de um impeachment ilegal e fraudulento em 2016. Na época, foram amplamente financiados pelo grande capital nacional, como a FIESP, e, sobretudo, pelo capital estrangeiro, interessados em colocar um governo que correspondesse aos seus interesses de classe, isto é, retirasse direitos sociais conquistados pela classe trabalhadora e entregasse o patrimônio e as riquezas nacionais.
O discurso de “combate a corrupção” e o apoio unânime à Lava-Jato e Sérgio Moro eram as marcas desses movimentos, que agiam no contexto de uma campanha da grande imprensa, liderada pela TV Globo e os jornais Estadão e Folha de S. Paulo, extremamente agressiva contra os governos do PT e a esquerda. Todos se colocavam como “apartidários” e contra “os políticos em geral”, mas na verdade estavam estreitamente ligados aos partidos da burguesia, como PSDB e DEM e apoiam o governo mais corrupto e inimigo do povo dos últimos tempos. Diversas lideranças desses grupos elegeram-se parlamentares, caso do vereador Fernando Hollyday (DEM) e do deputado federal Kim Kataguiri (DEM), apoiados nos esquemas milionários e processos fraudulentos comandados pelos partidos tradicionais e corruptos que eles juravam combater.
Na qualidade de bandos de mercenários do imperialismo, estes grupos fazem qualquer tipo de campanha que ordene seus financiadores. Agora estão dispostos a fazer uma campanha a favor da destruição dos direitos sociais e previdenciários e acreditam que a população aceitará de bom grado o roubo de sua previdência.
Contra essa corja reacionária, é preciso sair às ruas, que é do povo, daqueles que lutam para garantir os interesses dos trabalhadores e de todo o povo brasileiro, e colocar para correr a direita fascista.
Diário Causa Operária

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