"Não tem nenhum indício forte que esse índio foi assassinado lá", disse Bolsonaro, que incentiva a mineração em terras indígenas como moeda de troca para aprovar o nome do filho, Eduardo, como embaixador nos EUA
Heitor Reali/Iphan
Ao romper o silêncio sobre o assassinato de líder indígena da etnia Wajãpi, o presidente Jair Bolsonaro criou mais uma polêmica na manhã desta segunda-feira (29) e desconsiderou as evidências de que a morte tenha sido promovida por garimpeiros.
“Não tem nenhum indício forte que esse índio foi assassinado lá. Chegaram várias possibilidades, a PF está lá, quem nós pudermos mandar nós já mandamos. Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso ai”, afirmou o presidente.
Líderes indígenas e a Corte Interamericana de Direitos Humanos cobram providências do governo sobre o assassinato.
A política de exploração da mineração nas terras indígenas anunciada por Jair Bolsonaro(PSL) – que tem gerado uma espécie de “corrida do ouro”, com invasões e matança nas aldeias – tem um objetivo claro: conquistar votos na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington.
Neste sábado (27), Bolsonaro disse que o filho, Eduardo, na embaixada dos EUA é estratégico para explorar minerais em terras indígenas.
“Terra riquíssima (reserva indígena Ianomami). Se junta com a Raposa Serra do Sol, é um absurdo o que temos de minerais ali. Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, eu quero uma pessoa de confiança minha na embaixada dos EUA”, falou Bolsonaro.
Revista Fórum

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