Agência Brasil/Valter Campanato
O secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, afirmou que irá deixar o cargo após o presidente Jair Bolsonaro decidir barrar um edital de financiamento de séries de temas LGBT.
"Eu tenho o maior respeito pelo presidente da República, tenho o maior respeito pelo ministro, mas eu não vou chancelar a censura", disse Pires ao G1. "Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição."
Bolsonaro suspendeu a liberação de verbas da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para um edital que havia selecionado séries sobre "diversidade de gênero" e "sexualidade", a serem exibidas nas TVs públicas.
"É um dinheiro jogado fora. Não tem cabimento fazer um filme com esse tema", disse Bolsonaro.
O Ministério da Cidadania afirmou em nota, obtida pelo G1, que Pires "não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta".
Confira a íntegra da nota emitida pelo Ministério da Cidadania:
"Ao contrário da versão divulgada pelo ex-secretário especial da Cultura José Henrique Pires o cargo foi pedido pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, na terça-feira (20), à noite, por entender que ele não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta. O ministro se diz surpreso com o fato de que o ex secretário, até ser comunicado da sua demissão, não manifestou qualquer discordância à frente da secretaria. O secretário-adjunto e secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Soares Martins, assume o cargo."
Sputnik Brasil

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