O presidente da Câmara provocou o ministro em razão do "embargo" da Reforma Tributária

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro da economia, Paulo Guedes (Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ, usou as redes sociais na tarde desta terça-feira (29) para cobrar o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o debate da Reforma Tributária. Os dois vivem em um conflito político e pessoal sobre a agenda econômica do governo e da Câmara.

“Por que Paulo Guedes interditou o debate da reforma tributária?”, questionou o parlamentar no Twitter. A declaração de Maia vem um dia depois do governo frear a apresentação de um projeto de Reforma Tributária no Congresso, que traria a criação de uma nova CPMF.

O conflito entre o parlamentar e o ministro vem se arrastando por semanas e teve seu ápice no início do mês, quando Maia disse em entrevistas que Guedes “têm proibido a equipe econômica de conversar” com ele e descartou uma possível reconciliação. “Agora já fiz todas as minhas tentativas. Eu sou um político paciente, mas acho que a gente vai perder tempo. De fato, o Paulo Guedes não gosta de mim. Se a pessoa não tem uma boa relação, não adianta perder tempo”, disse ao SBT News.

O conflito parece ter sido um dos motivos que fizeram o presidente da Câmara deixar de comparecer à cerimônia do 7 de Setembro ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Repercussão

A fala de Maia repercutiu entre parlamentares nas redes sociais. “A única reforma tributária capaz de ajudar o país é uma que divida rendas, taxando grandes fortunas, lucros, dividendos, banqueiros e demais exploradores. Que garanta ampliar serviços públicos e o bolsa família. Mas esta o Governo Bolsonaro e nem a maioria do Congresso querem”, tuitou Rogerio Correa (PT-MG).





Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.


Revista Fórum 

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads