por Rafael Tatemoto
Em um depoimento até certo ponto repetitivo, a segunda participação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, teve alguns momentos significativos.
Ao ser questionado sobre a não nomeação de Luana Araújo – fato pelo qual assumiu plena responsabilidade -, Queiroga chegou a afirmar que não havia nenhum médico infectologista trabalhando no Ministério da Saúde neste momento.
“O Ministério tem perdido quadros. Nós não temos médicos infectologistas. Temos a doutora Carolina, mas ela é servidora da CGU, não está ali na função de infectologista”, declarou, emendando que a Pasta trabalha com “consultores”.
Em um raro momento, o médico reconheceu que a cloroquina não tem eficácia comprovada cientificamente. Afirmou, entretanto, que materiais relativos ao uso do medicamento contra a infecção causada pelo novo coronavírus não podem sair da página do Ministério da Saúde pois fazem “parte da história do site”.
Questionado sobre imunizantes e vacinação, o ministro afirmou não ter lido as bulas de todas as vacinas que vem sendo aplicadas no Brasil.
“O senhor é a autoridade sanitária desse País, determina como a vacina deve ser aplicada e quem deve tomar a vacina”, reagiu o senador Otto Alencar (PSD-BA). “Lamento o senhor não ter lido, porque eu li, de todas”.
Queiroga, ainda sobre o tema, defendeu a não compra de um novo lote de CoronaVac para o programa nacional de vacinação. “Investir na Butanvac seria a melhor opção. Seria uma excelente alternativa”.
O imunizante mencionado pelo ministro, também produzido pelo Instituto Butantan, ainda não passou pelas fases de testes.
recontaai.com.br

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