O presidente norte-americano, Donald Trump, queria demonstrar o poder econômico e militar dos Estados Unidos ao atacar o Irã, mas subestimou a força de Teerã, que também possui alavanca econômica significativa, escreveu um jornal estadunidense.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante evento na Casa Branca, em 4 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.05.2026
© AP Photo / Jacquelyn MartinO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante evento na Casa Branca, em 4 de maio de 2026

Segundo o jornal, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Donald Trump decidiu que o poder dos EUA seria capaz de lidar com o Irã. No entanto, apesar da perda do líder e de muitos outros altos funcionários, o Irã retaliou, causando danos maciços aos aliados regionais dos EUA e às suas bases militares.

"Ao tomar o controle do estreito de Ormuz, o Irã adquiriu uma espécie de arma nuclear econômica, o que levou a um aumento acentuado nos preços dos combustíveis e à escassez de bens básicos em muitas partes do mundo", destaca o artigo.

Segundo o texto, o chefe da Casa Branca subestimou as capacidades militares e econômicas do Irã porque enxerga mal o fenômeno do poder. De acordo com a publicação, a administração Trump confundiu poder com capacidade de usar a violência, o que causou reveses no Irã.

"Eles [os americanos] exageraram, atacaram um inimigo que subestimaram, com motivos obscuros, apoio incerto dentro do país e sem um plano claro de vitória. Fascinados por sua própria capacidade de violência, acreditavam que seu poder para exercer a vontade era ilimitado", aponta o artigo.

Apesar do poder militar dos Estados Unidos, o Irã não se rendeu. O país conseguiu resistir graças às habilidades de sobrevivência desenvolvidas em meio a anos de isolamento econômico. Por sua vez, Trump é forçado a minimizar o volume dos ataques iranianos aos destróieres estadunidenses e, além disso, perde o apoio interno do povo norte-americano.

Em meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito.

 Publicado originalmente por: Sputnik News Brasil

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