Segundo levantamento do IBGE, setores extrativos e de biocombustíveis impulsionam crescimento industrial

Trabalhador industrial
- Pixabay

A indústria brasileira avançou 0,7% em abril de 2026 em comparação a março, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo IBGE. Esse resultado representa o quarto mês consecutivo de crescimento, acumulando 4,4% de alta no período, e ficou acima das projeções da Reuters, que apontavam expansão de 0,4% mensal e 1,7% na base anual.

O setor opera 4,7% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 12,9% abaixo do recorde histórico de maio de 2011. Na comparação anual, a indústria avançou 2,7% frente a abril de 2025, após crescimento de 4,4% em março. Fevereiro foi o único mês de 2026 com retração (-0,7%). A taxa anualizada registra aumento de 0,7%.


Setores que impulsionaram o crescimento

Entre as quatro grandes categorias econômicas, dois segmentos mostraram expansão, e 14 dos 25 ramos industriais tiveram desempenho positivo. O destaque ficou com:

  • Indústrias extrativas: +3,1%
  • Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis: +3,1%

Segundo o gerente da PIM, André Macedo, os resultados foram impulsionados por óleo bruto, gás natural, minério de ferro, álcool etílico e óleo diesel. Outros setores com crescimento relevante incluem produtos de borracha e plástico (+3,1%), madeira (+8,5%), têxteis (+4,1%) e máquinas e materiais elétricos (+2,2%).

Por outro lado, a produção de produtos químicos (-3,9%), farmacêuticos (-6,0%) e máquinas e equipamentos (-2,9%) puxaram quedas no setor. Bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) e duráveis (-3,2%) interromperam três meses de crescimento.

Impacto por categoria de bens

  • Bens intermediários: +1,5%, quarta alta seguida
  • Bens de capital: +0,1%
  • Bens de consumo duráveis e semi: queda, destacando desafios em segmentos ligados diretamente ao consumo final

O desempenho reforça a tendência de recuperação gradual da indústria, com destaque para segmentos estratégicos como energia, biocombustíveis e materiais industriais, enquanto setores sensíveis à demanda interna permanecem pressionados.

Leia o levantamento na íntegra.

 Publicado originalmente por: Revista Fórum

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