do Escrivinhador

Eles se amam...

Serra queria – das lideranças dos tucanos – sugestões para o segundo turno. Aécio, muy amigo, sugeriu que Serra traga FHC e as privatizações para o debate.

Acho que Serra prefere debater o Concílio Vaticano II e as encíclicas de João XXIII.

FHC é o aborto de Serra. Ou Serra é o aborto de FHC?

Confiram a sutileza de Aécio, que gosta tanto de Serra (quando Aécio disputava a indicação no PSDB, é sempre bom lembrar, jornalistas a serviço de Serra espalharam boatos sobre o mineiro). Agora, Aécio se vinga.

Dia desses, na Globo News, o Merval Pereira – sempre sutil – dizia que agora Aécio não tem como fugir: precisa trabalhar pro Serra. Outro jornalista no estúdio lembrou a Merval: mas talvez pro Aécio seja melhor a Dilma vencer, aí ele vira líder da oposição. E o Merval, sempre a postos em defesa do serrismo: “não, não, é muito melhor pro Aécio presidir o Senado num governo do Serra”.

Então, tá. Acham que mineiro é tonto.

Em vez de brigar, o Aécio manda essa: “Serra, bota o FHC na TV, e faz a defesa das privatizações.”

He, he. Confiram no texto do Portal IG.


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O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) propôs hoje que a campanha do presidenciável tucano José Serra faça a defesa do processo de privatizações implementado, sobretudo, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O assunto é tido como um dos pontos fracos dos tucanos, segundo a campanha de Dilma Rousseff (PT). “Querem falar de privatizações? Vamos falar dela. Querem condenar as privatizações? Estão de alguma forma dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular que está no seu bolso, que está na sua bolsa, e o jogue na lata de lixo mais próxima”, afirmou Aécio.

De acordo com ele, “foram as privatizações que permitiram a universalização de acesso à telefonia celular”. Aécio está em Brasília nesta quarta-feira para o encontro de todas as pessoas que participaram das eleições, derrotadas ou vitoriosas, pertencentes aos partidos da coligação formada por PSDB, DEM e PPS.

Além de Aécio, o evento conta com a presença do governador eleito de são Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do senador não reeleito do Ceará, Tasso Jereissatti (PSDB), do governador eleito no Paraná, Beto Richa (PSDB), da governadora não reeleita no Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), de Siqueira Campos (PSDB), eleito em Tocantins, entre outros.

O evento é aberto à imprensa e acontece no Centro de Convenções Brasil 21, mesmo local onde foi realizada a festa de lançamento da candidatura de Serra, em abril deste ano.

Uma das grandes questões da campanha no segundo turno é se haverá mais espaço para políticos de outros Estados. Isso porque há uma crítica muito forte de que a campanha no primeiro turno ficou concentrada em São Paulo. Os tucanos mineiros defendem o que chamam de “oxigenação da campanha” de Serra. Há setores que também querem uma maior exposição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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