do BLOG DO PLANALTO







A presidente eleita Dilma Roussef pretende montar seu ministério com nomes que tenham profundo conhecimento técnico, conduta e passado ilibado e fortes vínculos com a política que defende para o País, afirmou a ex-ministra da Casa Civil durante entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (3/11) ao lado do presidente Lula. Ela não antecipou nomes. Dilma considerou positivas as projeções econômicas para os próximos quatro anos, com queda de juros e crescimento sustentável do País, o que possibilitará a implantação de todas as ações previstas em seu plano de governo.

Quanto mais o PIB crescer e a dívida cair, mais rápido se chega a um quadro de estabilidade que permite reduzir cada vez mais a taxa de juros. No salário mínimo, em um cenário de PIB crescente, como nós imaginamos, podemos pensar em um salário mínimo, no horizonte de 2014, acima de R$ 700. Se não tiver nenhuma alteração, no final de 2011 ele estaria já acima de R$ 600.

A prioridade de seu governo, disse a presidente eleita, será manter as políticas sociais do governo Lula e investir fortemente na região Nordeste, terminando obras emblemáticas como a integração da bacia do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina e a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. No caso do Bolsa Família, pretende fazer com que a cobertura do programa chegue a 100% das famílias e que haja um aumento do valor do benefício.

Dilma Rousseff enfatizou que a questão da educação está “muito bem encaminhada” no Brasil e que as áreas de saúde e segurança pública terão atenção pessoal e constante. Afirmou ainda que não pretende enviar proposta alguma ao Congresso para o retorno da CPMF, mas que isso será objeto de conversa com os governadores eleitos, já que tem visto a movimentação deles nesse sentido. Ela disse ainda que prefere encontrar outros mecanismos para resolver a questão da saúde que não seja a criação de novos impostos.

Essas duas áreas terão grandes investimentos e uma grande atenção, um cuidado maior, um empenho maior. No caso, por exemplo, da saúde, vou completar toda a rede do SUS. No caso da segurança pública, nós vamos ter que fazer investimentos significativos, porque não é possível resolver uma questão de envergadura nacional sem a cooperação entre estado, município e União, que deve participar efetivamente com recursos e prioridade. Então eu antecipo para vocês que na minha concepção essas duas áreas terão a minha integral atenção. Para além dos ministros nomeados, eu também participarei do acompanhamento diário e noturno dessas áreas.

Com relação à política externa, Dilma Rousseff afirmou que seu governo dará continuidade à política de ajuda aos países latino-americanos e manterá o diálogo com o Irã -- e todos os demais países do mundo. “Nós não temos política de agressão e de violência. Nós defendemos a paz e todos aqueles que dialogarem conosco em paz serão recebidos em paz”, afirmou.

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