Não se sabe de qual cabeça saiu a ideia. Mas a hipótese de o atual secretário de Saúde de São Paulo, Nilson Ferraz Paschoa, permanecer no cargo até maio anima políticos ligados ao ex-governador José Serra. Até lá, ele pode disputar a presidência do PSDB e reavaliar um eventual convite de Geraldo Alckmin para assumir a secretaria.
Gente bem ligada a Serra garante que a prioridade, por enquanto, é o ex-governador garantir um espaço político nacional.
A resistência a Serra, porém, cresceu e, aos poucos, torna-se pública até com manifestações na imprensa. E o pior para ele: não tem nada a ver com a ala mineira.
Está mais ligada ao tom da campanha de Serra, sobretudo, no segundo turno. Tucanões que tiveram poucas chances de expor suas opiniões durante a campanha acreditam que o então candidato exagerou no discurso conservador e empurrou o partido para uma seara que descaracterizou a legenda no cenário ideológico.
Artigo assinado pelo embaixador Rubens Barbosa no jornal O Estado de S. Paulo, sob o título “E agora, PSDB?”, pregrando “renovação das suas lideranças nos quatro cantos do País” e criticando “lideranças individuais” circula no tucanato como uma espécie de manifesto contra a candidatura de Serra à Presidência do PSDB.
Aliás, alguns tucanos apostam que o próprio FHC leu o artigo antes de sua publicação.
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