O sábio Fernando Lyra não se cansa de dizer: “São Paulo não pensa o Brasil”.
É uma adaptação do que ouviu do Dr Tancredo: São Paulo só pensa em São Paulo.
Fernando Lyra é fã da Maria Inês Nassif, como este ordinário blogueiro.
Hoje, na pág. A6 do Valor , com o título “A oposição vai às urnas e esquece o programa”, Inês trata da mesma questão.
A solidão e o conservadorismo de São Paulo.
Uma das causas da derrota de Serra foi “a enorme dificuldade que teve de identificar quem eram seus eleitores”.
(Outra dificuldade é o Serra ser medíocre – me disse a Inês no programa da RecordNews - “Se ficar em São Paulo, PSDB morre embaixo da batina de um padre” - )
Segue a Inês, adiante:
As três derrotas do PSDB em 2002, 2006 e 2010 decorrem da “enorme dificuldade do partido paulista atender a um eleitorado majoritariamente conservador do Estado (de São Paulo) e, ao mesmo tempo, ganhar os votos necessários no resto do país …”
“A tentativa de unir essas duas necessidades – manter votos conservadores e atrair votos do povão beneficiado no Governo Lula – deu um nó na campanha serrista.”
Ela conclui:
“O conservadorismo está fazendo mais barulho do produzindo resultados. Como democracia é alternância de poder, isso um dia muda. Por enquanto, ficamos assim: duas eleições de um ex-metalúrgico e uma eleição de uma mulher que militou em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura. O preconceito, ao menos nessas vezes, não surtiu resultado.”
Impecável !
Clique aqui ara ler outro impecável artigo, o necrológio que o Mino fez do Fernando Henrique Cardoso, na Carta Capital.
Paulo Henrique Amorim
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