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Advogado do criador do WikiLeaks sugere que 'notificação vermelha' está ligada à divulgação de documentos secretos dos EUA
O advogado do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que o alerta de procura da Interpol contra seu cliente por um suposto caso de estupro é 'incomum' e pode estar ligado à controvérsia causada pela divulgação de documentos secretos do Departamento de Estado americano.
'Não temos prova de uma conexão entre as acusações e a notificação da Interpol apenas dois dias depois da primeira divulgação das mensagens diplomáticas por parte do WikiLeaks', declarou o advogado Mark Stephens, em comunicado. 'No entanto, é muito incomum que se emita uma notificação vermelha em relação às acusações (que pesam contra Assange)'.
'Estamos investigando também se o pedido do promotor sueco de que Assange seja detido sem acesso a advogados, visitantes e outros presos está ligado a esse assunto (os vazamentos do Wikileaks)', acrescentou jurista.
Stephens acusou a justiça de perseguir seu cliente, afirmando que Assange tentou reunir-se com o promotor, mas que seus pedidos foram ignorados ou rejeitados. O advogado não informou o paradeiro de seu cliente, que, segundo jornais britânicos, poderia estar escondido no Reino Unido.
A Interpol deixou claro que a chamada 'Notificação Vermelha' não é um mandado de prisão, mas, sim, um chamado àqueles que souberem do paradeiro de Assange, para que entrem em contato com a polícia.
A Suécia - cujas leis protegem aqueles que fazem denúncias contra instituições ou pesoas consideradas poderosas - rejeitou em outubro um pedido de residência de Assange. Ele já havia apelado junto à Suprema Corte da Suécia para reverter a decisão de um tribunal de Estocolmo, que no começo do mês pedira sua detenção para interrogatório sobre acusações de estupro, abuso sexual e coerção ilegal. Seu pedido foi rejeitado pela corte de apelações de Estocolmo na semana passada.
A Austrália também investiga se Assange violou leis no país.
O fundador do Wikileaks diz que as acusações são parte de uma campanha para desmoralizá-lo. No domingo passado, o site criado por Assange começou a publicar cerca de 250 mil mensagens trocadas entre representações diplomáticas dos EUA em todo o mundo.
Com AFP e BBC
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