Ricardo Galuppo, diretor de redação do Brasil Econômico, publicou hoje na página 48 um artigo sobre a liberdade de imprensa.
Trata-se de uma resposta da “denúncia” que a Folha (*) fez e que o Conversa Afiada qualificou de “o medo que a Folha tem dos portugueses”.
Galuppo fala da história da Folha (*) e lembra que Otávio Frias de Oliveira, pai do Otavinho, mantinha estreitas ligações com os órgãos de repressão da ditadura.
Um dos títulos da casa, a Folha da Tarde, era, “na época da ditadura militar, o jornal de maior ‘tiragem’ do Brasil.”
Isso se devia ao fato de que “empregava em sua redação uma grande quantidade de ‘tiras’.”
O mais notável, diz o diretor de redação do Brasil Econômico, foi a manchete do dia 20 de dezembro de 1975: “Desbaratada a gangue do nazismo vermelho”.
Em oito páginas, a Folha (*) reproduziu o inquérito policial militar sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog.
A Folha (*) acusava companheiros de Vlado, presos na mesma época, de responsáveis por sua morte.
Este ordinário blogueiro acrescenta que a Folha (*), do Otavinho, usa em 2010 a mesma tecnologia investigativa do pai.
Noticia como verdadeiros a ficha e o inquérito dos militares sobre a guerrilheira Dilma Rousseff.
Tal pai, tal filho.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Depois de tudo o que passamos, ouvir certas coisas não sei se é enojante ou muito triste.
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