A CBF tem a oportunidade de evitar uma confusão homérica no futebol brasileiro se não acatar a proposta de que a unificação dos títulos nacionais inclua a Taça Brasil, disputada de  1968, com características eliminatórias quA CBF tem a oportunidade de evitar uma confusão homérica no futebol brasileiro se não acatar a proposta de que a unificação dos títulos nacionais inclua a Taça Brasil, disputada de  1968, com características eliminatórias que não a podem comparar com o atual campeonato brasileiro.

A interessante proposta de unificação dos títulos foi apresentada à CBF por alguns clubes, incluindo o Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou Taça de Prata, disputado de  1970, e a Taça Brasil, que o antecedeu. Mas se o primeiro, carinhosamente chamado de Robertão, se equipara à forma de disputa do Campeonato Brasileiro e reuniu os melhores times do país nos seus quatro anos de disputa, o mesmo não se pode dizer da Taça Brasil.

Esta competição reunia apenas os campeões estaduais, e não todos os grandes clubes do Brasil, e era dividida por regiões, com as equipes mais fortes entrando apenas nas fases finais. Assim, o Santos, que foi pentacampeão da Taça Brasil, de  1965, disputou apenas 22 jogos nestas cinco edições, menos do que os clubes jogam atualmente em apenas um campeonato brasileiro.

A questão não é apenas quantitativa. Não se nega que o Santos era o melhor time do Brasil à época, mas ele não era confrontado com os outros gigantes do futebol brasileiro, se limitando a poucas partidas por edição. Em sua primeira conquista da Taça Brasil, em 1961, por exemplo, disputou apenas cinco partidas, três contra o América e duas contra o Bahia e foi o campeão. Não se pode considerar que o time foi exigido pelas maiores forças do futebol brasileiro, o que reduz a força da competição.

Outro fator que reduz um pouco a comparação da Taça Brasil com o Robertão e o Campeonato Brasileiro é que o representante carioca, a partir da criação da Taça Guanabara, em 1965, passou a ser o campeão desta e não o campeão carioca, a quem se podia considerar o melhor time do Estado. E em 1968, último ano de sua realização, não houve a participação de nenhum clube paulista.

O reconhecimento da Taça Brasil ainda criaria a situação esdrúxula de conferir ao Palmeiras dois títulos nacionais em um mesmo ano, já que a venceu e também o Robertão em 1967. Pode se alegar que o fato não é inédito – o Flamengo conquistou dois campeonatos cariocas em 1979 –, mas esta é uma anomalia que se deve evitar e não estimular.

Com o seu formato eliminatório, a Taça Brasil está mais para a atual Copa do Brasil do que para o Campeonato Brasileiro. O seu reconhecimento nos moldes propostos poderá levar os campeões da Copa do Brasil, criada a partir de  reivindicarem a mesma coisa, criando uma confusão dos diabos.

A CBF se livraria de uma grande dor de cabeça reconhecendo para efeito de unificação apenas os campeões do Robertão. Além de serem apenas três times – Palmeiras (1967 e 1969), Santos (1968) e Fluminense (1970) –, o que impactaria menos na atual composição dos campeões, eles disputaram campeonatos muito mais completos, jogando todos contra todos, numa fórmula de disputa que fazia jus a seu vencedor ser considerado o melhor do Brasil.

Na última edição do Robertão, em 1970, houve 17 participantes, de sete estados, e o Fluminense, o campeão daquele ano, disputou 19 partidas, incluindo as três do quadrangular final..

Seja qual for a decisão da CBF, a imprensa terá que se definir se aceita ou não a decisão da entidade como legítima para o futebol brasileiro. Até hoje, os meios de comunicação dão um tratamento esquizofrênico ao Campeonato Brasileiro de 1987, apontando dois campeões: o Flamengo, que venceu a competição organizada pelo Clube dos 13, com aval da CBF, e o Sport, que venceu a competição organizada pela CBF. Pelos critérios da CBF, teria que haver um confronto entre os dois primeiros colocados de cada disputa, o que foi recusado por Flamengo e Internacional, campeão e vice do então chamado módulo verde.e não a podem comparar com o atual campeonato brasileiro.

A interessante proposta de unificação dos títulos foi apresentada à CBF por alguns clubes, incluindo o Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou Taça de Prata, disputado de  1970, e a Taça Brasil, que o antecedeu. Mas se o primeiro, carinhosamente chamado de Robertão, se equipara à forma de disputa do Campeonato Brasileiro e reuniu os melhores times do país nos seus quatro anos de disputa, o mesmo não se pode dizer da Taça Brasil.

Esta competição reunia apenas os campeões estaduais, e não todos os grandes clubes do Brasil, e era dividida por regiões, com as equipes mais fortes entrando apenas nas fases finais. Assim, o Santos, que foi pentacampeão da Taça Brasil, de  1965, disputou apenas 22 jogos nestas cinco edições, menos do que os clubes jogam atualmente em apenas um campeonato brasileiro.

A questão não é apenas quantitativa. Não se nega que o Santos era o melhor time do Brasil à época, mas ele não era confrontado com os outros gigantes do futebol brasileiro, se limitando a poucas partidas por edição. Em sua primeira conquista da Taça Brasil, em 1961, por exemplo, disputou apenas cinco partidas, três contra o América e duas contra o Bahia e foi o campeão. Não se pode considerar que o time foi exigido pelas maiores forças do futebol brasileiro, o que reduz a força da competição.

Outro fator que reduz um pouco a comparação da Taça Brasil com o Robertão e o Campeonato Brasileiro é que o representante carioca, a partir da criação da Taça Guanabara, em 1965, passou a ser o campeão desta e não o campeão carioca, a quem se podia considerar o melhor time do Estado. E em 1968, último ano de sua realização, não houve a participação de nenhum clube paulista.

O reconhecimento da Taça Brasil ainda criaria a situação esdrúxula de conferir ao Palmeiras dois títulos nacionais em um mesmo ano, já que a venceu e também o Robertão em 1967. Pode se alegar que o fato não é inédito – o Flamengo conquistou dois campeonatos cariocas em 1979 –, mas esta é uma anomalia que se deve evitar e não estimular.

Com o seu formato eliminatório, a Taça Brasil está mais para a atual Copa do Brasil do que para o Campeonato Brasileiro. O seu reconhecimento nos moldes propostos poderá levar os campeões da Copa do Brasil, criada a partir de  reivindicarem a mesma coisa, criando uma confusão dos diabos.

A CBF se livraria de uma grande dor de cabeça reconhecendo para efeito de unificação apenas os campeões do Robertão. Além de serem apenas três times – Palmeiras (1967 e 1969), Santos (1968) e Fluminense (1970) –, o que impactaria menos na atual composição dos campeões, eles disputaram campeonatos muito mais completos, jogando todos contra todos, numa fórmula de disputa que fazia jus a seu vencedor ser considerado o melhor do Brasil.

Na última edição do Robertão, em 1970, houve 17 participantes, de sete estados, e o Fluminense, o campeão daquele ano, disputou 19 partidas, incluindo as três do quadrangular final..

Seja qual for a decisão da CBF, a imprensa terá que se definir se aceita ou não a decisão da entidade como legítima para o futebol brasileiro. Até hoje, os meios de comunicação dão um tratamento esquizofrênico ao Campeonato Brasileiro de 1987, apontando dois campeões: o Flamengo, que venceu a competição organizada pelo Clube dos 13, com aval da CBF, e o Sport, que venceu a competição organizada pela CBF. Pelos critérios da CBF, teria que haver um confronto entre os dois primeiros colocados de cada disputa, o que foi recusado por Flamengo e Internacional, campeão e vice do então chamado módulo verde.


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