do BLOG LADO B
Michael Moore acusa Sarah Pailin de ser “mentora” do atentado contra deputada democrata nos Estados Unidos: "
Os limites da irresponsabilidade na propaganda política


O cineasta americano Michael Moore, conhecido mundialmente pela produção dos documentários “Tiros em Columbine” e “Farenheit 9/11”, democrata e defensor ácido e ferrenho das suas opiniões, traz à tona uma denúncia que preocupa não só a democracia daquelas bandas do Norte, mas a nossa tupiniquim também. Ele associa a ex-candidata à vice-presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, governadora do Alasca Sarah Pailin, ao recente atentado contra a congressista democrata Gabrielle Giffords. Por uma espécie de “crime de responsabilidade política”. Antes das eleições parlamentares americanas do ano passado, um movimento liderado pela republicana fez propaganda indicando os políticos (democratas, claro) que não deveriam voltar ao Congresso para dar espaço aos republicanos que engordariam a oposição ao Presidente Barack Obama. Não só isso: os “alvos” (marcados com a identificação de uma mira telescópica de arma de fogo), que votaram favoráveis a várias medidas sociais criticadas pelos republicanos, como a polêmica reforma do sistema de saúde e o tratamento dispensado aos imigrantes, deveriam ser “eliminados” da corrida sucessória no Parlamento. Por essa tese, o rapaz que atirou na cabeça da deputada Giffords assumiu como sua missão e ao pé da letra o recado da eliminação marcada com mira telescópica. Detalhe: a imprensa mal menciona a vinculação. Tudo se resume ao ato “isolado” de um garoto branco e desequilibrado.


Pode parecer exagero por aqui, mas com os antecedentes de atentados promovidos por “perturbadas” mentes juvenis por lá, não dá pra brincar com esse tipo de coisa ou pagar para ver. Até onde vai o limite da irresponsabilidade na propaganda política durante uma gananciosa e bélica corrida de “vale tudo” na caça aos votos? E aqui no Brasil? Saímos recentemente de uma campanha política raivosa nas eleições presidenciais de 2010, marcada pelo ódio, pela intolerância, pelo preconceito e pelas mais bárbaras e sujas formas de se atingir um objetivo. A violência esteve o tempo todo rondando cada movimentação de quem fez de tudo para tirar a vitória das mãos da candidata Dilma Rousseff (PT). Sem conseguir, os ataques continuaram e continuam em propagandas subliminares levadas adiante pela mídia ou mentiras descaradas distribuídas por correio eletrônico e redes sociais. A ponto de desencadearem manifestações criminosas que pediam para alguém dar um tiro na presidenta durante o trajeto em carro aberto ao Palácio do Planalto no dia de sua posse. O que ainda está merecendo ampla e ágil investigação por parte dos órgãos policiais e a devida atenção das autoridades competentes, enquanto a imprensa dedica tempo e dinheiro aos penteados, roupas e acessórios de Dilma ou enxerga pelo em ovo na decoração do gabinete presidencial.

Em meio a essa onda geral de aberrações e pânico, a perseguição institucional aos membros do Wikileaks abre uma brecha para o cerceamento das liberdades e da manifestação do pensamento na Internet e nas redes sociais. E o cidadão comum se torna refém dessa salada mista de desrespeitos e irresponsabilidades. Para onde caminha a sociedade e o complexo estado de direito democrático no mundo? Para a barbárie e nos defendemos pelo poder da força? Ou o simples e velho bom senso, tão raro nas prateleiras desse grande balcão de negócios que é a política, pode apontar um caminho melhor e mais prático a ser seguido? Resta ao povo, numa cultura de massas e de entretenimento vil o direito sublime de se manifestar: façam suas apostas! Quem perde são somente a dignidade e o valor da vida.
"

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads