Na eleição do ano passado a oposição sofreu uma derrota sem precedentes porque, mais do que eleitoral, foi também política e ideológica, já que o PSDB retrocedeu ao assumir um discurso de direita. A campanha de seu candidato tucano derrotado a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) foi mais do que conservadora, foi de ódio e exploração de preconceitos de todo tipo, além da questão religiosa.
Seus parceiros não se saíram melhor. O DEM vive uma crise assumida e, sua principal liderança, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-PSDB), enquanto continua a rechear a máquina da prefeitura paulistana de tucanos, quer de todos os modos sair do partido e se filiar ao PMDB onde, até agora, não é bem-vindo.
A fidelidade partidária é, também, um obstáculo que ele teme e precisa superar, no que depende da boa vontade da direção do DEM. O PPS se transformou numa sombra. É uma sublegenda do PSDB. Sempre foi.
Mas, hoje, não passa de partido de cartório que serviu para eleger seu presidente nacional, Roberto Freire, deputado por São Paulo, já que em seu Estado natal ele não tem votos para se eleger nem vereador. Assim, na prática, a máquina tucana é que garantiu sua cadeira por São Paulo.
Além da crise de identidade e programática, e da derrota eleitoral, os tucanos estão profundamente divididos e sem rumo. Em tudo: tanto quanto em relação ao que fazer, quanto à forma de atuar e ainda em torno de três ou quatro lideranças, cada uma puxando para um lado (vejam a nota Quem tem muito cacique não tem nenhum).
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