Revolução das redes sociais chega ao Egito
Por Joaquim Neiva
A Revolução das Redes Sociais chega ao Egito
Nassif,
Assumidamente inspirados na Revolução de Jasmin, revolta que expulsou pela porta dos fundos da história o presidente da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali no último dia 14, milhares de egípcios foram às ruas contra 30 anos de governo de Muhammad Hosni Said Mubarak.
As redes sociais, basicamente o FaceBook e o Twitter, como no caso da Tunísia, também foram os catalizadores desse movimento.
por Murilo Roncolato
Milhares de manifestantes ocupam a praça Tahrir, no centro de Cairo, com seus celulares. FOTO: Mohamed Abd El-Ghany/REUTERS
Em meio à onda de protestos no Egito contra o governo de Muhammad Hosni Said Mubarak, presidente do país há 30 anos, sites tiveram acesso bloqueado por acesso móvel. Os protestos foram basicamente organizados e transmitidos para o mundo por meio de redes sociais como oFacebook e pelo Twitter, usando a hashtag #25jan ou #jan25.
Os egípcios aproveitaram o dia 25 de janeiro, feriado que homenageia a polícia nacional, para ir às ruas protestar contra “tortura, a pobreza, a corrupção e o desemprego”. O dia foi chamado pelos organizadores de a “intifada egípcia” ou o “dia da revolução”.
Segundo informações da CNN, uma praça localizada a dois quarteirões do parlamento egípcio foi ocupada por 20 mil protestantes, enquanto a rua principal que leva ao prédio foi bloqueada.
Segundo relatos do canal americano, o Twitter caiu ou está operando lentamente. Ativistas não têm acesso ao site em seu aparelhos móveis, não sendo possível nem enviar mensagens.
A Vodafone egípcia, operadora responsável por grande parte dos aparelhos do país, foi questionada sobre as quedas, mas afirmou por meio do seu Twitter que não é responsável pelo bloqueio a nenhum site, mas disse que o problema é geral e havia afetado todo o Egito.
Os protestos foram anunciados logo após a queda do então presidente da Tunísia Zine el-Abidine Ben Ali, há 23 anos no poder, devido a protestos também organizados por meio das redes sociais. O sucesso das manifestações animou egípcios a fazerem o mesmo com Zine Al-Abidine Ben Ali, há 30 anos comandando o Egito.
Pelo Twitter, ativistas compartilham fotos e vídeos do protesto. Há até uma câmera transmitindo do alto por livestreaming tudo o que acontece na principal praça da cidade, onde ocorrem as manifestações.
Uma lei que vigora no país há 30 anos não permite concentrações públicas, o que facilita a ação da polícia contra os manifestantes. Até agora, pelo Facebook, 94.987 pessoas confirmara presença nos protestos desta terça-feira.
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