Ao 17º dia de revolta nas ruas do Egipto, o exército anunciou que vai tomar as "medidas" necessárias "para proteger a nação" e "para apoiar as exigências legítimas do povo". No Cairo milhares de pessoas estão a confluir para a Praça Tharir e são muitos os rumores de que Mubarak já caiu. A revolução minuto a minuto
16h41: “Se acabarmos por perceber que agora é o Exército que nos governa vamos descansar no fim-de-semana e começar outra revolução”, escreve no Twitter Mosa'ab Elshamy.
16h34: “ Hossam Badrawi, o novo secretário-geral do PND, no poder, diz à BBC que é seu desejo ver Mubarak abandonar o poder e que essa é “a posição de todo o partido."
16h31:“ O ministro egípcio da Informação, Anas el-Fekky , negou veementemente que Mubarak esteja a chegar ao fim da sua presidência. "O Presidente ainda está no poder e não vai demitir-se... tudo o que ouviram nos media são rumores".
16h30:“ O Presidente Hosni Mubarak estará em Sharm el-Sheikh, diz al-Arabiya. Logo no início dos protestos tinha-se especulado que o Presidente estava na cidade costeira, onde aliás costuma passar boa parte do Inverno. Mas Mubarak apareceu a fazer uma visita à Academia Militar do Cairo.
16h23:“ A CIA considera “muito provável que Mubarak abandone o poder esta noite”, disse ao Comité dos Serviços Secretos da Câmara dos Representantes o director da CIA, Leon Panetta.
16h20:“Há notícias de que as estradas para o aeroporto do Cairo estão a ser fechadas, diz Sherine Tadros, um dos jornalistas da Al-Jazira na capital egípcia.
16h13:“Bum! Isto muda tudo!” reporta o jornalista Chris McGreal, citado no Guardian, descrevendo que a atmosfera mudou subitamente na Praça Tahrir na última meia hora.
16h10:O blogger egípcio Sandmonkey acabou de postar no Twitter: “Estão milhares a caminho de Tahrir, empunhando bandeiras."
16h00: O comunicado do Exército já foi conhecido na praça Tahrir, epicentro dos protestos no Cairo. “O Exército e o povo do mesmo lado – o Exército e o povo estão unidos”, grita a multidão ali reunida. Manifestantes relatam que um general do Exército subiu ao palco improvisado no local, e disse-lhes que todas as suas exigências vão ser aceites.
15h55: Os militares consideram “legais e legítimas” as reivindicações do povo egípcio, que desde 25 de Janeiro pede nas ruas a saída do Presidente Hosni Mubarak. O Exército afirma “o seu compromisso e a responsabilidade pela salvaguarda do povo e pela protecção dos interesses da nação, e o seu dever em proteger as riquezas do povo e do Egipto”, numa declaração que a Al-Jazira descreve como ambígua.
15h50: Responsáveis militares afirmam que Hosni Mubarak deveria presidir à reunião do Conselho Superior das Forças Armadas mas já não o fará. No seu lugar vai estar o ministro da Defesa, general Mohammed Hussein Tantawi
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