Os partidos de oposição de esquerda pediram nesta terça-feira a renúncia do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, quem será julgado pela suposta incitação à prostituição de menores e abuso de poder pelo chamado caso Ruby.
"Pedimos a renúncia porque é uma situação insustentável", disse nesta terça o secretário do Partido Democrata (PD), Pier Luigi Bersani.
Na Câmara dos Deputados, o porta-voz do PD, Dario Franceschini, justificou que "não estão julgando o assunto penal de Berlusconi, mas estamos dizemos: Agora basta!, o presidente do Conselho deve atuar como qualquer político de qualquer parte do mundo, renunciar, apresentar-se diante dos juízes e defender-se se estiver convencido de que está sendo perseguido".
Também foi duramente criticado o ministro da Justiça, Angelino Alfano, quem pediu nesta terça a aplicação da presunção de inocência ao primeiro-ministro.
Em comunicado da Itália dos Valores, o magistrado Antonio Di Pietro tachou as palavras de Alfano de "gravíssimas" e "subversivas".
"Os juízes estão sujeitos só à lei e não ao primeiro-ministro e, além disso, a obrigatoriedade da ação penal ainda não foi abolida", refere a nota.
Alfano indicou que "evidentemente" a juíza Cristina di Censo, quem enviou nesta terça Berlusconi à justiça pelo caso da jovem marroquina que participou de suas festas quando era menor, não levou em conta essa legitimidade parlamentar e popular.

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