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Casa Branca
do BLOG DO ZÉ
Sempre tão ciosos e críticos das despesas governamentais e sem baixar a guarda um segundo em sua campanha por cortes cada vez maiores nos gastos públicos e nos investimentos, nossos economistas e analistas nunca se dão ao trabalho de comparar nosso superávit e dívida públicos com os de outros países, principalmente com os dos Estados Unidos, meca da ortodoxia e do conservadorismo econômicos.

Se o fazem, guardam a sete chaves, escamoteiam, não levam isto para a imprensa, nem trazem a público para que o debate da questão não se faça por aí. Principalmente, para que a opinião pública não tenha a possibilidade de fazer estas comparações.

Trombeteiam suas teses dia e noite, indiferentes ao fato de que elas, se postas em prática, estancariam o crescimento econômico. Pois bem, a dívida pública americana, que já alcançou o equivalente a 95% do milionário PIB do país, cresce US$ 4 bi ao dia.

Brasil: muito bem em termos de superávit e de dívida pública


Os chineses detêm  US$ 895,6 bi dos bônus do Tesouro americano que compõem esta dívida - mais US$ 138,9 bi de Hong Kong; o Japão, US$ 877,2 bi; o Reino Unido, US$ 511,8 bi; os países exportadores de petróleo, US$ 210,4 bi; e o Brasil, pasmem, US 184,4 bi!

Outra informação para reforçar a comparação e esquentar o debate: o déficit público da União Européia (UE) é de 4%; o dos EUA, de quase 10,9%; o do Reino Unido 6%; e o do Japão já ultrapassou a casa dos 10%. Isto para ficar apenas entre as maiores economias do mundo.

Como vemos, no Brasil vamos muito bem, obrigado, com um superávit de 3% e uma dívida pública líquida de 40% do PIB
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1 Comentários

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  1. Esse post foi um tanto desonesto intelectualmente: os EUA acabam não sendo um bom critério de comparação por causa da primazia do dólar como moeda internacional... eles podem se dar ao luxo de ter esse enorme endividamento.

    Tamanha arbitrariedade foi combatida há muito tempo atrás em Bretton Woods. Keynes defendia um sistema internacional em que a moeda de referência seria o "Bancor", ou seja, SEM MANDOS E DESMANDOS de uma nação específica no Sistema Financeiro Mundial: é bom lembrar que um dos motivos do fim do Welfarestate foi justamente o fim do padrão-ouro e do câmbio fixo.

    Quanto à questão do déficit e das finanças públicas, bom, é assim que se combate a maior recessão mundial desde a Grande Depressão, oras! Nada mais justo e lógico.

    Aí tem-se: quem não é boa referência para debater finanças públicas é o Brasil, hahaha... os conceitos de "superávit primário" e demais "resultados financeiros" antes do custo dos serviços da dívida só existe aqui, onde, infelizmente, lideramos no quesito taxa de juros real (mas já foi pior, e a relação dívida líquida/PIB já foi BEM MAIOR há 8 anos atrás!).

    Bom mesmo seria se tivéssemos déficit público totalmente comprometido com a promoção da Paz Social!

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