A australiana Alicia Gali (foto cedidda pelo escritório de advocacia Maurice Blackburn)
Alicia Gali diz que hotel não
prestou auxílio que ela precisava
Uma mulher australiana que passou oito meses na prisão nos Emirados Árabes após ter ido a polícia sob queixas de sido estuprada e drogada está processando o hotel em que a suposta violação teria ocorrido.

Alciia Gali foi condenada a 12 meses de prisão após ter alegado ter sido violentada por três colegas de trabalho, quando bebia com colegas no bar do Le Meridien Al Aqah Beach Resort, nos Emirados Árabes, em junho de 2008.
Após ter relatado o crime à polícia, Alicia Gali acabou sendo presa por adultério e cumpriu uma pena de oito meses, depois de ter sido perdoada em março de 2009 e de ter regressado à Austrália.
A australiana acabou presa por ser ilegal manter relações sexuais fora do casamento nos Emirados Árabes e ela foi acusada e condenada de ter feito ''sexo consensual''. Estupro só é considerado crime no país se quatro homens muçulmanos testemunharem o ocorrido.
Advogados
''O ex-empregador de Alicia abandonou-a da forma mais terrível. Ela foi drogada e em seguida violentada por três ou quatro colegas. Quando a segurança do hotel foi informada do que aconteceu, eles não fizeram nada para ajudá-la. O gerente de recursos humanos do hotel não avisou para a sra. Gali quais seriam as consequências que ela sofreria ao relatar o crime. Para piorar ainda mais, ela foi presa por ter relatado esse crime hediondo.'', afirmou a advogada Melissa Payne, que representa a australiana.
A defesa afirma ainda que o hotel descumpriu obrigações trabalhistas ao não ter em vigor um sistema que protegesse funcionários contra agressões e contra suas consequências legais, além disso, afirmam os advogados, o htoel estimulava seus funcionários a a beber álcool no bar sem uma permissão especial (que é concedida somente aos residentes no país), criando assim um clima que tornava mais fácil salpicar um drinque com drogas''.
Segundo os advogados, entre as medidas que o hotel poderia ter cumprido estão a de contar com áreas isoladas e seguras para suas funcionárias e fornecer treinamento adequado a respeito das leis e costumes dos Emirados Árabes.
Alciia Gali conta que não quer que o seu caso seja explorado como um ataque antimuçulmano ou antiárabe, uma vez que ''os homens envolvidos eram estrangeiros. Eles não eram provenientes do Oriente Médio. Dois deles eram da Índia e outro das Ilhas Maurício''.
A australiana conta que ''julgava estar segura e protegida dentro de um grupo hoteleiro internacional, mas eles não me deram o aconselhamento correto e não me ajudaram quando eu fui acusada e presa''.
Mas Alicia Gali afirma que apesar de muitos estrangeiros, como ela, irem aos Emirados Árabes para trabalhar e de o país se vender como um destino turístico, eles ainda contam com leis arcaicas e que a legislação do país não protege as mulheres.

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads