Presidente falou ainda sobre o projeto de novo Código Florestal
Agência Brasil e Portal Terra
| A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado, José Sarney |
“O governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas, no entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem podemos interferir na vida privada das pessoas. O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes”, disse, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.
Dilma relatou que assistiu apenas um trecho de um dos três vídeos produzidos para integrar o kit e que vazaram na internet. Ela reiterou que a questão será revisada pelo governo. “É uma questão que o governo vai revisar, não haverá autorização para esse tipo de política de defesa A, B ou C. Agora, lutamos contra a homofobia.”
Nessa qurta-feira (25), depois de reunião entre a bancada religiosa e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o governo informou que decidiu suspender todas as produções que estavam sendo editadas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a questão da homofobia.
Código Florestal
Dilma Rousseff afirmou ainda que espera que a base aliada, no Senado, siga a posição do governo na votação do Código Florestal. Ela afirmou também que tentará construir uma solução negociada para impedir que se repita na Casa o impasse ocorrido na Câmara em torno da votação do código.
Ela reiterou a posição contrária à emenda do PMDB, aprovada na Câmara, que transfere aos estados competência para legislar sobre produção em áreas de preservação permanente (APPs). “Não sou a favor da emenda. Fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos que divergem de mim, continuarei firme defendendo a mudança dessa emenda no Senado”.
“O governo tem uma posição e espero que a base siga a posição do governo, não tem dois governos, tem um governo”, disse após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.
Dilma afirmou que tem a prerrogativa do veto, caso seja aprovado um texto que prejudique o meio ambiente. “Não abrirei mão do compromisso com o Brasil. Tenho a prerrogativa do veto e se julgar que qualquer coisa prejudique o Brasil vetarei. A Câmara pode derrubar o veto e tem ainda as instâncias judiciais.”
Palocci
Sobre a questão envolvendo o aumento do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Dilma afirmou que o assunto está sendo politizado. Ela criticou as denúncias feitas na quarta-feira pela oposição de que um cliente da empresa de consultoria de Palocci teria recebido a restituição do Imposto de Renda Pessoa Jurídica logo após o primeiro turno das eleições e, em seguida, feito uma doação à campanha de Dilma.
"Quero assegurar que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle. Espero que esta questão não seja politizada como foi o caso do que aconteceu ontem, um caso lastimável", disse a presidente sobre a denúncia. Na quarta-feira, deputados tucanos apresentaram novas denúncias contra Palocci, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) afirmou que, de acordo com as informações obtidas pelo Siafi, Palocci teria praticado tráfico de influência para beneficiar a então candidata do PT à presidência da República em 2010, Dilma Rousseff.
"A Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata de maneira alguma de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado", acrescentou. A presidente ressaltou que "nos próximos dias" Palocci dará "todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público".
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