(Obama smoking weed)
Não me inteirei muito sobre a tal da Marcha da Liberdade, em São Paulo. Fiquei sabendo somente que, dentre outros temas, tinha a ver com uma campanha pela legalização da maconha. A marcha foi proibida por um juiz conservador da cidade. Mas aconteceu mesmo assim.Aproveito a deixa e declaro aqui a minha opinião. Tem que legalizar a maconha! É uma vergonha que os Estados Unidos, o país mais conservador do ocidente, já tenha legalizado o uso e plantio de maconha medicinal em vários estados, e aqui a gente continue a criminalizar uma planta que é fumada de norte a sul do país.
Em 1996, a Califórnia se tornou o primeiro estado a legalizar a venda da maconha sob prescrição médica. Os outros estados que permitem algum uso de maconha para fins medicinais são Alaska, Colorado, Havaí, Maine, Maryland, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington.(Extraído do site Unieuro, matéria de dezembro de 2009)
O Brasil poderia se tornar um grande produtor e exportador mundial da planta, gerando emprego para milhares de pequenos agricultores.
Legalizando, poderíamos também explicar melhor à juventude os males do vício. Conheço bem essa ervinha danada. Tenho milhares de amigos que fumam um back. Estudei letras na UERJ (antes de me formar em Comunication), frequentava a UFRJ, era tudo um fumacê só. Pra falar a verdade, aqui no Rio, entre a juventude "cult" universitária é difícil achar um elemento que não fume ou não tenha fumado. Os shows no Circo Voador antigo (mas já na Lapa), que eu assisti dos 17 aos 25 anos, mais ou menos, eram uma coisa de louco. Você mal conseguia respirar lá dentro de tanto vapor jamaicano.
Entretanto, a cannabis atrapalha a concentração, dá preguiça, engorda, confunde o cérebro, tira a energia que deveria ser canalizada para o estudo ou trabalho. E há que se cuidar, porque vicia sim. Não é um vício físico como a heróina, a cocaína e o crack, mas é um vício psicológico e cultural, que leva o cara a só se divertir depois de fumar um baseado.
E devemos proteger as crianças, naturalmente. Tive uma namorada que parou de fumar aos nove anos. Isso mesmo que você ouviu, aos nove anos! O pai dela, um hippie mucho crazy que uma vez foi andando do Rio a Porto Alegre, apresentou maconha à filha desde que ela tinha quatro ou cinco anos!
É o mesmo cuidado que temos de ter com o álcool.
Tudo bem que a legislação brasileira avançou bastante no quesito repressão. Não se prende mais usuário, e há uma lei nova segundo a qual a pessoa, se for réu primário, sequer tem que pagar cesta básica ou trabalho comunitário; simplesmente assina um documento se comprometendo a nunca mais fazer aquilo.
Temos que dar agora um passo definitivo, que é liberar e legalizar as drogas. Mas a luta pela legalização da maconha tem de ser construída de baixo, pelo convencimento gradual e progressivo da sociedade. Dando um passo de cada vez, compreendendo o momento político, não desistindo ou desanimando ao primeiro revés. Dirigindo a artilharia contra os verdadeiros adversários, não contra nossos aliados!
E todavia agindo com bravura e assertividade, claro! Também não adianta sermos cerebrais em excesso. Tem que ir para a rua e botar a boca no trombone. A criminalização das drogas só gera prejuízo, constrangimento, e incentiva o crime. As cadeias brasileiras não suportam mais receber pequenos traficantes. E boa parte dos gastos com segurança pública esvaem-se no combate ao uso de entorpecentes.
Acho que deviam primeiro legalizar a maconha e, no médio prazo, todas as drogas.
Acesse oleododiabo.blogspot.com



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