do CONVERSA AFIADA

O sábio político pernambucano Fernando Lyra disse uma vez que Sarney era “a vanguarda o atraso”.

O PiG (*) adorou.

Mas, não deu curso ao complemente da frase de Lyra: “e Fernando Henrique o atraso da vanguarda”.

Este ansioso blogueiro retoma a questão a propósito de retumbante artigo do ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, na pág. 3 – que virou pág. 5 por causa de um discreto comercial – da Folha (**) desta sexta feira.



“Trem-bala: não há nada que o justifique”

O autor é engenheiro civil.

Melhor do que ser sociólogo paulista …

Na pág. 4 do Valor, porém, há interessante informação:

“Trem bala pode ter consórcio de construtoras.”

“As cinco maiores empresas do país já compartilharam os estudos que fizeram sobre o projeto”

São a Camargo Corrêa (que também construiu o “Castelo de Areia”), Odebrecht, Andrade Gutierrez (que comprou a BrOi sem botar um tusta do próprio bolso e agora vai vender aos portugueses), OAS e Queiroz Galvão.

São todos uns parvos, como se percebe.

São cinco empresocas, inexperientes, que entraram no trem-bala para perder dinheiro e prestígio.

Parvos também são os que, segundo o Valor, querem entrar no trem bala brasileiro.

Como sócios ou como fabricantes de equipamentos: as espanholas CAF e Talgo, a canadense Bombardier (êpa ! êpa ! é o pessoal do jatinho do Agnelli.) a coreana Hyundai, a francesa Alstom (êpa ! êpa ! é proibido citar essa empresa perto de um tucano paulista !), a alemã Siemens (empresa desconhecida) e a japonesa Shinkansen (responsável pelo trem-bala japonês, um fracasso industrial inenarrável, como se sabe).

O inesquecível Adhemar de Barros, que, antes de Maluf, é quem mais tinha “a cara de São Paulo”, costumava dizer que os Mesquita (do Estadão) eram contra a luz elétrica.

A elite paulista (desde o Partido Republicano Paulista, o PRP, o último a aderir ao Abolicionismo e o primeiro a defender a Secessão), a elite paulista tem pavor de progresso.

Prefere o eito do café (agora, da cana, monocultura que sustenta São Paulo – clique aqui para ler “São Paulo não é o mais rico do país. Era. É a obra prima tucana”.

Clique aqui para ler sobre o que pensa o professor Gudinho a respeito do investimnento de US$ 12 bilhões que a Foxconn fará no Brasil para produzir iPad.

A elite de São Paulo é contra Copa do  Mundo.

Para que São Paulo precisa sediar a Copa, se perguntaram colonistas (***) da Folha ?

Para que o trem-bala ?

Para que o iPad que a Foxconn vai produzir no Brasil e que a Folha, na pág B1 diz que tratar-se do iPad “nacional”.

‘Nacional’ são as ideias dos editorialistas da Folha e deu no deu.

São Paulo acabou por se tornar o atraso da vanguarda.

E é contra a luz elétrica, de fato.

Durante a derrotada campanha de 2010 (ele já tinha perdido a de 20002 e não desiste), o Padim Pade Cerra vestiu a manta cardinalícia dos que impediam a união gay – clique aqui para ver o vídeoinesquecível em Curitiba.

E, na mesma derrotada campanha, disse que era preciso “reavaliar” Belo Monte.

Eles são contra a luz elétrica.

É o atraso da vanguarda.

Adhemar só não era mais inteligente que o Fernando Lyra.

Clique aqui para ler “O metrô de São Paulo acabou. Outra obra-prima tucana”. 

Em tempo: o que dirá o Padim Pade Cerra da unanimidade do Supremo em relação à legalidade da união homossexual ? Vai se recolher ao Bispado de Guarulhos para uma quarenta de meditação ?


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads