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Foto: Foto: Arnd Wiegmann/Reuters/arquivo
A central nuclear de Leibstadt está reflectida nas águas do rio Reno, a 50 quilómetros de Zurique

Reuters

O Governo federal suíço decidiu ontem desmantelar, até 2034, as suas cinco centrais nucleares, no seguimento do acidente na central japonesa de Fukushima, em Março.

O Executivo suíço anunciou que não pretende construir mais reactores nucleares, depois de os actuais atingirem o seu fim de vida. Na verdade, a Suíça foi o primeiro país a anunciar, depois da catástrofe no Japão, uma moratória à aprovação de três novas centrais. A central mais antiga fechará as portas em 2019 e a mais nova em 2034.

A ministra da Energia, Doris Leuthard, disse ontem em conferência de imprensa em Berna que a decisão será um incentivo ao investimento em tecnologias renováveis. “Foi importante para nós dizer que vemos o potencial e que enviamos um sinal claro à economia, à população, aos potenciais investidores... que queremos esta mudança e que é possível”.

Durante o período de transição, o Governo terá de aumentar a produção de electricidade a partir de combustíveis fósseis, expandir as hidroeléctricas, novos tipos de renováveis e reduzir os consumos de energia.

Esta transformação no panorama energético suíço – abandonar o nuclear e reduzir consumos - vai implicar um custo de entre 0,4 e 0,7 por cento do PIB (produto interno bruto), estima o Governo.

Ainda assim, a decisão do Executivo desiludiu Verdes e social-democratas que pediam um fim do nuclear mais próximo.

No fim-de-semana passado, 20 mil pessoas manifestaram-se contra a energia nuclear, no maior protesto do género desde a década de 80.

As cinco centrais nucleares da Suíça produzem 40 por cento da electricidade do Estado.

A Alemanha deverá votar sobre o futuro do seu nuclear a 6 de Junho.

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