do Opera Mundi
Milhares de pacifistas israelenses concentraram-se neste sábado (04/06) em Tel Aviv para exigir do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que diga "sim" a criação de um Estado palestino porque isso é "de interesse de Israel".

Efe
Israelenses se manifestam em Tel Aviv para pedir uma solução pacífica para o conflito entre Israel e Palestina 

Conforme dados da imprensa local, entre 5 mil e 9 mil pessoas caminharam da emblemática praça Yitzhak Rabin até a do Museu de Tel Aviv, onde realizaram uma manifestação sob o lema de "Bibi diz não, nós dizemos sim a um Estado palestino", em alusão ao primeiro-ministro israelense.

Organizada pelo movimento Paz Agora e os partidos de esquerda Meretz e Hadash, no protesto participaram políticos do partido centrista Kadima, e dos blocos pacifistas Gush Shalom e Esquerda Nacional. "Bibi nos leva ao desastre" era outro slogan que aparecia em cartazes, e que faz referência ao atual primeiro-ministro israelense por seu apelido.

Algumas fotografias do primeiro-ministro estavam acompanhadas do letreiro "Contrário a paz" e "Bibi, reconheça o Estado palestino", enquanto outras com a foto do presidente norte-americano, Barack Obama, lembravam seu slogan eleitoral "Sim, eu posso", escrito em hebraico.

O protesto quer dar vida a um campo da paz que desde o começo da segunda da Intifada palestina, em setembro de 2000, perdeu força em sua representação parlamentar e apoiar a iniciativa palestina de obter em setembro o reconhecimento internacional para um estado mediante sua inclusão como membro de plenário direito na ONU.

Netanyahu, assim como o presidente Barack Obama, se opõem a qualquer tentativa palestina de levar o caso à ONU, o que deu asas nas últimas semanas a que vários grupos de intelectuais, empresários e ex-altos comandantes militares israelenses peçam publicamente o "sim" ao Estado palestino.

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