do Blog do Zé
A queda do risco soberano do Brasil vem num momento em que internamente os críticos da política econômica aumentam suas pressões via midia para mais cortes e juros altos, gritam e pregam contra o crescimento, exigem a volta da política monetária exclusivamente apoiada nos juros e retomam a cantilena contra os bancos públicos e os créditos subsidiados.


Como a economia insiste em crescer e o país sobe no ranking mundial - o que faz com que pela primeira o Risco Brasil seja menor que o Risco Estados Unidos - já é hora de retomarmos nosso caminho e não cedermos mais à gritaria dos que são oposição e defendem os interesses do capital financeiro e bancário, ou simplesmente político-partidários. Ou, ainda, suas convicções acadêmicas e intelectuais.

Conforme a própria presidenta adiantou em reunião-almoço com a bancada do PP, já é hora de o país tomar medidas para incentivar o crescimento, como a reforma tributária com  o fim da guerra fiscal que estimula importações daninhas à economia nacional - um dos itens detacados pela presidenta no encontro com os senadores pepistas - e a 2ª fase do programa Minha Casa Minha Vida, com seus efeitos imediatos sobre o crescimento econômico, o emprego e a renda.

2ª fase do "Minha Vida..." já é lançada hoje


Aliás, esta 2ª fase do "Minha Vida..." a presidenta Dilma lança já hoje com uma injeção de nada menos que R$ 140 bi. É um bom estímulo ao crescimento, dentre outras, das indústrias de cimento, construção civil, móveis e eletrodomésticos.

E, principalmente, a geração de emprego já que a construção civil é tradicionalmente a maior geradora de postos de trabalho no país. A 2ª fase do programa, quando concluída, completará 2 milhões de casas entregues - 1 milhão em cada fase.

Tem razões de sobra, portanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para comemorar a queda do risco soberano do Brasil abaixo dos índices dos EUA, e a presidenta Dilma, conforme contou o ministro, de estar "muito satisfeita com a questão".

Ainda que circunstancial, meus amigos, o índice mostra que, na prática, no momento os investidores vêem mais risco de calote dos EUA que do Brasil. "(Esta situação) mostra que nós estamos praticando uma política econômica correta e estamos impondo respeito ao resto do mundo" destacou o titular da Fazenda ao comentar o fato de o "Credit Default Swap" - ou CDS - (instrumento de proteção contra o risco de um devedor não cumprir suas obrigações) do Brasil ter sido negociado abaixo do norte-americano.

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