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Rebelde na cidade líbia de Ghualish
 (AFP, Marco Longari)
BENGHAZI, Líbia — Os rebeldes líbios foram responsáveis por incêndios, saques e abusos contra civis durante sua ofensiva em Trípoli, acusou nesta quarta-feira a organização Human Right Watch.

A organização de defesa dos direitos humanos "foi testemunha de alguns desses atos, interrogou testemunhas e falou desses abusos com um comandante rebelde", declarou a organização em um comunicado.
Os abusos ocorreram em junho e julho - até a semana passada - enquanto forças rebeldes faziam pressão sobre as montanhas de Nafusa, ao sul de Trípoli, afirmou o comunicado.
"Em quatro cidades capturadas por rebeldes nas montanhas de Nafusa no último mês, os rebeldes e apoiadores danificaram propriedades, queimaram algumas casas, saquearam hospitais, casas, e lojas, e espancaram alguns indivíduos que supostamente apoiaram as forças do governo", disse a HRW.
As acusações ameaçam minar a imagem dos rebeldes como defensores dos direitos humanos em um país liderado pela mão de ferro de Muamar Kadhafi por 42 anos.
As revelações também poderão trazer à tona questões difíceis para os países da Otan, que tem fornecido suporte militar aos rebeldes como parte de uma missão da ONU com o objetivo alegado de proteger civis líbios.
No início do mês, a França admitiu ter jogado armas pelo ar para os rebeldes nas montanhas de Nafusa, o que gerou protestos da Rússia e de outros críticos da operação da Otan no país.
"As autoridades rebeldes tem o dever de proteger civis e suas propriedades, especialmente hospitais, e responsabilizar qualquer pessoa que cometer saques e outros abusos", disse Joe Stork, membro da organização.

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