Alimentos feira comida inflação - 450 x 300
Comida e transporte ficaram mais baratos
 para o consumidor, segundoIBGE
ChinaFotoPress/31.05.2011/Getty Images
do R7
Os alimentos e os transportes ficaram mais baratos para o consumidor e a inflação oficial de junho ficou em 0,15%, informou nesta quinta-feira (7) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é menor patamar do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desde agosto de 2010.


Indicador oficial de inflação do governo, o IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos (R$ 545 a R$ 21,8 mil), qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Para cálculo do índice de junho foram comparados os preços coletados no período de 28 de maio a 28 de junho de 2011 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de abril a 27 de maio de 2011 (base).

O nível que o indicador de preços do governo atingiu em junho significa que praticamente não houve aumentos para o brasileiro - um pouco diferente do registrado em maio, quando o IPCA marcou 0,47%.

Com isso, a inflação oficial no primeiro semestre deste ano fechou em 3,87%, acima da taxa de 3,09% observada no mesmo período de 2010.

Nos últimos 12 meses, que o que realmente importará no final do ano, quando o governo fechar o índice em dezembro, o IPCA está na casa de 6,71% - o maior patamar para o período dos últimos seis anos. A meta oficial de inflação do governo é de 4,5% para este ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que pode chegar a 2,5% ou subir a 6,5%.

A inflação recuou em junho, principalmente, por causa dos transportes e da alimentação. A comida, que já tinha desacelerado em maio, está mais barata para o consumidor desde junho. Os itens que ficaram mais em conta foram a batata-inglesa (com queda de quase 12%) e a cenoura (até 16% mais leve no bolso). Também vale destacar a desaceleração dos preços de queijos, iogurtes, leite em pó e o açúcar refinado.

No caso do deslocamento, o brasileiro já tinha sentido uma queda de preços em maio e o comportamento se repetiu em junho. A gasolina foi o principal destaque, já que o preço do litro caiu quase 4% em junho. O álcool não ficou para trás e também está mais leve no bolso - quase 9%.

As passagens aéreas, no entanto, atrapalhou um recuo maior de preços do grupo transportes, já que houve um reajuste de 12,85% nas viagens de avião. As tarifas de ônibus urbanos, que ficaram mais caras no Rio de Janeiro, em Belém e em Goiânia, também tiveram leve interferência nos preços dos transportes.

Os gastos com habitação, despesas pessoais e saúde desaceleraram em junho, com destaque para a taxa de água e esgoto, aluguel residencial, condomínio, salários de empregados domésticos e remédios. Todos esses itens subiram, mas em ritmo mais moderado que em maio.

Os únicos grupos a apresentarem elevação de preços maior em junho que em maio foram vestuário e artigos de residência. As roupas masculinas, móveis e eletrodomésticos foram os itens que mais encareceram para o consumidor.

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