do PÚBLICA
O Departamento de Estado Norte-Americano está secretamente canalizando milhões de dolares para jornalista latino amercianos, de acordo com documentos obtidos em junho sob o Freedom of Information Act (FOIA)1.

Por Jeremy Bigwood, do Nacla.org


Os 20 documentos obtidos pelo repórter mostram que entre 2007e 2009, o Departamento de Estado pouco sabem do Escritório da Democracia, Direitos Humanos e de Tabalho (state.gov/g/drl) canalizada nos últimos 4 milhões de dolares para jornalistas na Bolívia, Guatemala, Haiti, Nicaragua e Venezuela – incluindo conceder propostas, prêmios e reportagens trimestrais – através da Fundação de Desenvolvimento Pan-Americana (FDPA, padf.org), com sede em Washigton.


Os documentos lançam luz sobre uma pequena parcela de todo o esforço norte-americano de encobrir o fundo para jornalista de todo o mundo.

Os registros referem-dea um único programa particular chamado “Promoção da Libertação da Mídia da Venezuela”, para o qual o Departamento de Estado deu setecentos mil dolares ao FDPA no período de 2007-09.

O programa fornece subsídios jornalísticos para anônimos e programas de educação jornalistíca para quatro universidades regionais.

Na realização desses projetos, a FDPA colaborou com ONGs de mídia venezuelanas associadas com partidos de oposição - apenas os nomes de dois desses partidos não aparecem nos documentos desclassificados.

Ainda não está claro se o pragrama continua hoje em dia; se estiver, o governo americano já teria gasto um milhão e meio de dólares com o desenvolvimento jornalistíco da Venezuela desde de 2007.

O Departamento de Estado e a FDPA não quiseram comentar.

“Libertando” a mídia

O “Programa de Libertação da Mídia da Venezuela” é apenas o menor componente do financiamento secreto do governo norte-americano para novos mercados e jornalistas.

Não apenas o Departamento de Estado, mas também o Departamento de Defesa, a Agência de Desenvolvimento Internacional Norte-Americana (ADINA), a Doação Nacional para a Democracia (NED), o Conselho de Radiofusão dos Governadores (BBG), e o Instituto de Paz Norte-Americano (USIP) apoiam programas de “desenvolvimento midiático” em mais de 70 países.

O governo norte-americano investiu 82 milhões de dolares em 2006 em iniciativas midiáticas globais (fora o dinheiro vindo do Pentágono, da CIA, ou embaixadas norte-americanas), de acordo com documento do NED de 2008.

Esses órgãoes governamentais doaram fundos para ONGs entrangeiras, jornalistas, políticos, associações de jornalistas, mercados de mídia, institutos de treino e faculdades de jornalismo.

O valor pode variar de apenas alguns milhares de dólares até milhões. Para alguns grupos e indivíduos, os fundos podem vir de mais de uma fonte do governo americano e entregues diretamente por embaixadas americanas ou através de intermediários – usuários subcontratados ou “organizações internacionais independentes sem fins lucrativos” como a FDPA.

É assim que, servindo como intermidiária, a FDPA econdia até agora a função do Departamento de Estado no desenvolvimento da mídia na Venezuela – como a arma mais poderosa da oposição contra Hugo Cháves e o movimento bolivarianista.

Nem o Departamento de Estado, nem a FDPA, nem os venezuelanos que receberam os fundos revelaram a existência de tais programas ou a conexão com o governo dos EUA.

Porém, um documento assinala que a política do próprio Departamento de Estado requer que “todas as publicações” que recebem apoio financeiro “tornem público o apoio”.

Mas, para a FDPA, essa regra foi simplesmente apagada do mapa. “Para os objetivos deste prêmio não é exigido do beneficiário reconheça publicamente o apoio do Departamento de Estado norte-americano”.

O documento não explica por que o programa – que, entre coisas, visa normatizar a profissão do jornalista nesses países recipientes – não requer que a FPDA ou os recipientes finais digam claramente que são financiados do governo norte-americano.

Pouco dinheiro?

Embora 700 mil dolares possam não parecer muito dinheiro, vale notar que os fundos são estrategicamente designados para os melhores jornalistas da Venezuela – e também para recrutar jovens jornalistas.

O obtido pelo repórter documenta detalha a série de distribuição para jornalistas anônimos, incluindo dois tipos de subsídios ”para reportagens inovadoras e reportagens investigativas” e “para seleção de audiência na mídia independente.”

Não sabe-se quem ganhou estes subsídios, mas sabemos que eles foram polpudos. Um deles, por exemplo, consistia em nada menos que 10 anos recebendo US$ 25 mil por ano.

Para muitos jornalistas, especialmente na America Latina, 25 mil por ano é um alto salário. A FDPA também patrocinou “duas competições, durante dois anos, com um total de US$ 20 mil em financiamento concedido a pelo menos seis inscritos.”

A FDPA na Venezuela também apóia treinamento jornalistíco, que é realizado para produção de trabalho investigativo “por mídias de tecnoologia inovadora”.

Este subsídio apóia “uma série de treinamentos para jornalistas locais, focados em habilidades básicas e avançadas em reportagens baseadas na Internet e investigativas”, visando engajar “uma rede de alcance de organizações de mídia da Venezuela e novos mercados, incluindo 4 universidades associadas”.

Um relatório trimestral sobre o período de janeiro a março de 2009 menciona cursos na Universidade Católica Andrés Bello, na Universidade Metropolitana , a Universidade Central da Venezuela, e a Universidade Santa Maria. Nela, a FDPA propõe trabalhar com universidade em Caracas e com campi universitários “nos Andes, no centro leste, na Zulia, e na região oeste do país”.

Quem recebeu dinheiro: Instituto Prensa y Sociedad

Essas iniciativas foram empreendidas com a colaboração de ONGs de oposição que trabalham com a mídia.

Há apenas um documento com o nome de uma organição destas – o nome do beneficiário e a maior parte das nformações foram riscadas no resto dos documentos.

Em 2007 documentos chamados Espacio Público (espaciopublico.org) e Instituto Prensa y Sociedad (ipys.org.ve) como beneficiários dos “sub-subsídios”.

Nenhuma dessas organizações esclarece o apoio do programa da FDPA da Venezuela.

No seu website, a Espacio Público se descreve como “sem fins lucrativos, associação civil não-governamental que é independente e de auntonomia política, religiosa, institucional, onganizações internacionais ou de qualquer gonvernante”.

O outro “sub-subsídio” da seção venezuelana do Instituto Prensa y Sociedad (IpyS-Ve), está baseada na organização peruana de jornalismo financiada pela USAID e pela NED.

Ambos são grupos que criticam fortemente o governo Chavéz, acusado-o principalmente de agressão à liberdade de expressão e outros direitos humanos na Venezuela.

O vazametno da colaboração desses grupos com a FDPA levou a uma investigação na Venezuela, forçando a Espacio Público e a IpyS a se declarar sobre o assunto.

“Na Venezuela, isto não é um crime (aceitar financiamento internacional)”, declarou o IpyS. A organização denunciou que as revelações foram também um exemplo das “ameaças, calúnias, e campanhas difamatórias feitas por agentes politicos (pró-Chávez) com absoluta impunidade”.

Esta foi mais uma das pequenas tentativas, ênftizou IpyS, de pintar a organização como agente aliada do governo americano. A Espacio Público fez uma declaração similar.

Mas nenhuma declaração esplicou porque, afinal, essas ONGs não revelaram o financiamento do governo americano a suas atividades.

Além disso, os documentos obtidos pelo repórter revelaram que a Venezuela não está errada em suspeitar que jornalistas e estudantes de jornalismo que participaram dos programas sejam “agentes” do governo norte-americano.

É verdade que aqueles beneficiados pelos subsídios e programas de educação da FDPA não sabiam que quem os estava financiando era o Departamento de Estado americano. E que o Departamento de Estado não estava ditando editoriais pol[iticos na Venezuela ou oferecendo patrocínio a jornalistas com condições. No entanto, as ONGs que trabalhavam com a FDPA eram orientadas para que seus subsídios e programas de treinamentos fossem um reforço à postura americana para a Venezuela – mas nunca divulgassem a fonte dos financiamentos.

O papel da USAID

Tradicionalmente, a grande agência “promotora da democracia” em nome do governo americano é a USAID, seguida pelo Doação Nacional para a Democracia (NED), com cerca de um terço de todo o financiamento.

Em 2005, um pedido de liberação de documentos através do FOIA rendeu documentos que mostram que as duas entidades direcionaram milhões de dolares para ONGs de oposição venezuelana por debaixo dos panos.

Na época, a USAID era a principal intermediária da Indútria do Desenvolvimento Alternativo (DAI), que tinha base em Maryland, nos Estados Unidos, junto a pequenas entidades associadas ao governo americano, incluindo o Instituto Nacional de Democracia, o Instituto Internacional Republicano, e a Freedom House.

Após essas descobertas serem publicadas, a DAI foi forçada a fechar o seu escritório em Caracas.

Descobertas a USAID e a NED, o governo americano aparentemente procurou novos canais de financiamento, pelo menos um dos quais foi fornecido a FDPA.

Quem é a FDPA

A sede do FDPA fica dentro do prédio da Organização dos Estados Americanos (OAS), dando a esses escritórios acesso privilegiado a grandes operadores de assuntos hemisféricos.

Financiada por várias agências do governo norte-americano e apoucas fontes privadas – incluindo o Grupo Financeiro Stanford (recentemente sob investigação por má conduta bancária e conexões com a CIA), e o ex-produtor de rum cubano Bacardi – a FDPA já trabalhava na América Latina e no Caribe desde 1962, focada no desenvolvimento econômico e na assistência de desastres.

Mas a missão da FDPA só deixa aberta a possibilidade de trabalhar na “promoção democrática”: segundo o site, a organização “capacita pessoas e comunidades desfavorecidas” para não apenas “alcançar a sustentabilidade e progresso social”, mas também “para fortalecer... a sociedade civil”.

“Fortalecer a sociedade civil” como “promotora da democracia” pode ser visto como interferência em outros países, até mesmo promovendo as tão aclamadas mudanças de regime.

Em um dos documentos, por exemplo, a FDPA, que trabalhava em Cuba “com financiamento da USAID e privado para nutrir a insurreição da sociedade civil e o empreendedorismo independente para a aceleração da transição democrática”.

A FDPA não se furta de enfatizar as sólidas conexões e os anos de experiência na licitação do trabalho como o intermediária do Departamento do Estado.

Em uma proposta de doação, a organização descreve a si mesma como ”afiliada da OEA” e diz que “opera independenteente dos obstáculos burocráticos que de outra forma atrasam a implementação e a aprovação de sub-concessões”.

A FPDA acrescenta que tem “mais de dois anos trabalhando na Venezuela fortalecendo grupos civis locais em coordenação próxima ao escritório local da OEA e com um subsídio da USAID/[Escritório de Iniciativas de Transição]”.

É “um dos poucos grupos internacionais que oferecem subsídios significativos e assistência técnica para ONGs na Venezuela”. Segundo a proposta, “até a data nós providenciamos mais de 10 concessões para fortalecer a capacidade institucional de grupos locais que nos fornecem capacidades únicas e experiência para realizar propostas e projetos”.

Além disso, a FDPA advertiu que tem acesso a muitas fontes de fluxo de dinheiro: “Além disso, podemos ter facilmente dinheiro do setor privado e doações dos Estados Unidos e doadores de países para complementar os recursos para os projetos, se e quando precisarmos. As parcerias da FDPA com comerciantes locais e associações civis e outros grupos regionais melhora ainda mais suas capacidades. Eles fornecem acesso rápido para agências internacionais, líderes hemisféricos, e redes de doadores corporativos e ONGs parceiras”.

A FDPA até oferecE uma nova maneira de fugir das taxas de câmbio da Venezuela. “A FDPA usa o novo sistema de ‘troca de títulos’ para transferir financiamentos para a Venezuela. Nós calculamos que o adicional da moeda local geraria o suficiente para atender todas as despesas do país dentro do novo limite do orçamento em dólares”.

Em resumo, a FDPA ofereceu seus serviços como uma dinâmica maquina de lavar dinheiro.

A revelação de que o EUA estariam financiando o jornalismo na Venezuela e em outros lugares no hemisfério seguem as denpuncias feitas pelo instituto FRIDE (fride.org), situado em Madri, que descrobriu que desde 2002 os EUA canalizaram cerca de 3 a 6 milhões de dólares por ano para “pequenos projetos com partes políticas e ONGs“ na Venezuela. ( a matéria da FRIDE foi removida do site do grupo logo após ser publicada em junho).

Assim, o apoio do governo para a mídia se encaixa com um maior esforço de longo prazo dos EUA para fortalecer o seu movimento político favorecido na Venezuela e em outros lugares em todo o hemisfério na era em que a America Latina voltou-se para a esquerda”

Comprando a mídia, historicamente (até no Brasil)

O patrocínio midiático americano tem raízes profundas na história do intervencionismo da America do Norte.

Financiamentos clandestinos americanos de mídia em vários países foram exposto pela primeira vez em 1970 durante duas investigações do congresso dos EUA após o escândalo Watergate.

A mídia tem criticado severamente os EUA pelas intervenções na América Latina, especialmente depois da invasão da Guatemala EM 1954 e da queda do presidente Jacobo Árbenz.

Durante o período anterior, a rádio chamada La Voz de La Liberación enviou mensagens denunciando Árbenz e exigindo a invasão. A rádio alegava ser guatemalteca, mas foi obra da CIA

O “sucesso” da operação na Guatemala rapidamente cirou um modelo para intervenções subseqüentes.

Um analista da CIA explicou em 1980: “o idioma, os argumentos e as técnicas do episódio Árbenz foram utilizadas anteriormente em Cuba em 1960, no Brasil em 1964, na República Dominicana em 1965, e no Chile em 1973”.

Com o passar dos anos, contudo, a propaganda tornou-se mais sofisticada e mais clandestina.

Em vez de produzir e disseminar sua própria propaganda, a CIA passou a financiar empresas midiáticas privadas e jornalistas, freqüentemente fornecendo materiais para publicação e difusão.

Durante os preparativos para o golpe que derrubou o presidente chileno Salvador Allende em 1973, por exemplo, a CIA se estabeleceu no controle editorial do El Mercurio, o jornal mais prestigioso do país, que publicou diversos artigos e editorias contra Allende e em favor as políticas de economia neoliberais.

As pesquisas do acadêmico Peter Kornbluh mostram que em menos de um ano a CIA gastou 1.95 milhões de dólares no El Mercurio, que também foi financiado pelo ITT Corporation, o principal colaborador da CIA no Chile.

“Sustentado pelo financiamento secreto”, nota Kornbluh, “a Edwards império de mídias [com seu próprio jornal], tornou-se o ator principal na queda da democracia chilena. Longe de ser uma agência de notícias, El Mercurio tornou-se o megafone da agitação organizada contra o governo”.

O jornal foi essencial na definição das etapas para o golpe, como auto-reconheceu a CIA.

Quando perguntado em 2008 se a CIA ainda financiava jornalistas estrangeiros, o porta-voz da agência Paul Gimigliano disse, “A CIA não nega ou confirma esses tipos de acusações”.

Depois das investigações no congresso em 1970, o bojo do financiamentos para mídias no exterior mudou para entidades como USAID e NED – esta última descrita pelo New York Times como “uma fundação quase-governamental criada pela administração de Reagan em 1983 para canalizar milhões de dólares do governo federal para democracias privadas anticomunistas”.

Um dos primeiros maiores projetos da NED foi dar apoio para o La Prensa, o maior jornal pró-americano na Nicarágua anteriormente financiado pela CIA. A NED começou a financiar o jornal em 1984, uma subvenção de 150 mil dólares por dois anos através de um feitio de Washigton chamado PRODEMCA.

No inicio de 1987, delegações da NED visitaram abertamente o La Prensa durante a campanha presidencial de 1990. O NED forneceu ao jornal pelo menos um milhão de dólares, com muitos dos financiamentos sendo canalizados através da Venezuela e passando pela Costa Rica.

Agradecimendo a este e a outras iniciativas americanas de promover a democracia, o candidato pró-americano Violeta Chamorro – cuja família era dona do La Prensa – foi eleito presidente em 1990.

“Comentaristas” sobre a guerra do Iraque

O governo norte-americano não mede esforços para alcançar resultados políticos no exterior.

Em janeiro de 2005 uma série de reportagens revelaram que várias agências do governo distribuíam dinheiro para pelo menos três colunistas americanos que deram apoio as políticas de administração sociais do governo Bush, incluindo No Child Left Behind Law e o Healthy Marriage Initiative . Em 2008, o New York Times revelou que o Pentágono mentinham secretamente mais de 75 oficiais aposentados para aparecer em rede e cabos de notícias para impulsionar a guerra do Iraque.

“Gravações e entrevistas mostram como a administração Bush tem usado seu controle sobre acessos de informação no esforço para os analistas em espécie de cavalos de Tróia midiáticos – um instrumento destinado a dar cobertura contra o terrorismo por dentro das maiores estações de TV e rádio”, escreveu o NYT.

Até esta data, nenhuma das redes de informação que usaram essas “fontes” – ABC, CBS, NBC, MSNBC, CNN e a Fox – mencionaram a reportagem do New York Times, que ganhou o Prêmio Pulitzer.

Embora esses comentaristas não divulgassem o combinado com o governo americano, pelo menos se apresentam como editorialistas.

Mas talvez o pior exemplo recente foi a intromissão do governo americano nos jornais e “jornalistas” situados na Flórida que cobriam Cuba, as relações EUA–Cuba e a comunidade cubano-americana.

A história foi publicada pela primeira vez em setembro de 2006, quando o The Miami Herald reportou que pelo menos 10 jornalistas do sul da Florida, incluindo três funcionários da versão em espanhol do Herald, o El nuevo Herald, tinham clandestinamente a meta de fazer propaganda americana em Cuba através de radiodifusão.

Novos documentos revelaram que alguns destes jornalistas que estavam trabalhando para o governo americano causaram hostilidades que ajudaram a condenar cinco espiões cubanos em 2001. Os advogados dos Cinco Cubanos, como ficaram conhecidos, tentaram se sucesso mudar o local do jugamento para fora de Miami, onde o júri seria suscetível à cobertura difamatória.

É irônico que, quando o jornalismo americano entrou em franco declínio – com milhares de pessoas demitidas pela indústria desde 2008 – o governo decidiu bombar millões de dolares no desenvolvimento da profissão em outros países.

Outra ironia é que estados estrangeiros apoiem ostensivamente reportagens “independentes”, e assim estejam violando os príncipios básicos de integridade jornalística que dizem promover; mesmo assim, grande parte do financiamento americano tem sido feito em nome de impulsionar o profissionalismo no jornalismo e estabelecer padrões de qualidade jornalística.

Jeremy Bigwood é um jornalista investigativo cujo trabalho é publicado na American Journalism Review, The Village Voice, e em muitas outras publicações. Ele cobriu os conflitos na América Latina de 1984 à 1994 como fotojornalista. Uma pequena versão dos seus artigos aparecerão em 15 de julho na nacla.org

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