do TerraMagazine
| O senador Cristovam Buarque, do PDT-DF Elza Fiúza/Agência Brasil |
Eliano Jorge
A votação parlamentar que absolveu, nesta terça-feira (30), a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo ao receber dinheiro em 2006, reacende discussões sobre a composição e as regras do Congresso.
- Eu passei minha carreira política aqui enfrentando o clã Roriz. Então minha posição já é conhecida, eu só preferia evitar manifestar-me especificamente sobre isso. Porque pareceria que eu estava tomando uma posição contra o grupo do qual eu tenho sido adversário na luta política no DF - ressalva o senador Cristovam Buarque (PDT).
Feito o pedido logo no início da conversa por telefone com Terra Magazine, ele reitera:
- Eu só não quero ficar polemizando em cima de uma pessoa contra a qual eu tenho tido uma disputa muito grande no DF. Iria parecer que eu estou tirando proveito político do assunto. E eu não quero tirar proveito político disso.
Só depois de se despir de rivalidades antigas, Buarque aceita professar suas opiniões gerais que cercam a questão.
- A única coisa que eu comento é que é um absurdo que o voto continue secreto. Ou mesmo que a cassação seja feita apenas pelos próprios pares.
Ele admite que essa polêmica causa constrangimento para todos os congressistas.
- Sem dúvida alguma, é mais um desgaste muito forte para o Legislativo.
Ssão simples suas sugestões para se corrigir o que ele considera um problema:
- Eu aceito discutir a questão geral das cassações. Minha opinião é de que o voto, no caso de cassação, deve ser aberto, e não secreto. Primeiro ponto. Se fizer isso, já resolve. Se a gente fizer o voto aberto e o candidato assumir diante da sociedade a responsabilidade do seu voto, se ele for a favor da cassação, é porque ele está convencido; se for contra, é porque está convencido e aceita enfrentar a tendência da opinião pública de ficar torcendo pela cassação - analisa o senador.
A votação parlamentar que absolveu, nesta terça-feira (30), a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo ao receber dinheiro em 2006, reacende discussões sobre a composição e as regras do Congresso.
- Eu passei minha carreira política aqui enfrentando o clã Roriz. Então minha posição já é conhecida, eu só preferia evitar manifestar-me especificamente sobre isso. Porque pareceria que eu estava tomando uma posição contra o grupo do qual eu tenho sido adversário na luta política no DF - ressalva o senador Cristovam Buarque (PDT).
Feito o pedido logo no início da conversa por telefone com Terra Magazine, ele reitera:
- Eu só não quero ficar polemizando em cima de uma pessoa contra a qual eu tenho tido uma disputa muito grande no DF. Iria parecer que eu estou tirando proveito político do assunto. E eu não quero tirar proveito político disso.
Só depois de se despir de rivalidades antigas, Buarque aceita professar suas opiniões gerais que cercam a questão.
- A única coisa que eu comento é que é um absurdo que o voto continue secreto. Ou mesmo que a cassação seja feita apenas pelos próprios pares.
Ele admite que essa polêmica causa constrangimento para todos os congressistas.
- Sem dúvida alguma, é mais um desgaste muito forte para o Legislativo.
Ssão simples suas sugestões para se corrigir o que ele considera um problema:
- Eu aceito discutir a questão geral das cassações. Minha opinião é de que o voto, no caso de cassação, deve ser aberto, e não secreto. Primeiro ponto. Se fizer isso, já resolve. Se a gente fizer o voto aberto e o candidato assumir diante da sociedade a responsabilidade do seu voto, se ele for a favor da cassação, é porque ele está convencido; se for contra, é porque está convencido e aceita enfrentar a tendência da opinião pública de ficar torcendo pela cassação - analisa o senador.
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