do DIÁRIO LIBERDADE

Líbia - Direitos nacionais e imperialismo


Kaos en la Red - [Tradução do Diário Liberdade] A OTAN mata 85 civis enquanto os rebeldes remodelam totalmente o seu governo de fato em Bengasi. A OTAN calca o acelerador na Líbia perante a desagregação dos rebeldes.

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A OTAN lançou um duro ataque a Zliten, um dos eixos da linha defensiva do regime Líbio, deixando um saldo de 85 civis mortos segundo denúncia Trípoli. Aos aliados não lhes consta, mas são conscientes de que os rebeldes perdem força com as suas desavenças internas.

O regime líbio denunciou a morte de 85 civis em bombardeios da OTAN no este de Trípoli em um momento no que os rebeldes mostram as suas dificuldades com uma remodelagem total do governo de fato em Bengasi.

O "raid" mortífero teve como objetivo na noite da segunda-feira a aldeia de Majer, a dez quilômetros ao sul de Zliten, objetivo dos rebeldes no seu caminho desde o este para a capital líbia.

Mussa Ibrahim, porta-voz do regime, assinalou a um grupo de jornalistas transladados à zona que morreram 33 menores, 32 mulheres e 20 varões de 12 famílias e denunciou que depois de uma primeira chuva de bombas, os familiares tentavam resgatar os seus dentre os escombros quando foram atacados por novos bombardeios.

Procedentes de Misrata, 50 quilômetros ao este, os rebeldes tentam desde faz semanas romper as defesas do regime em torno de Zliten, uma cidade de 200.000 habitantes.

A OTAN confirmou ter lançado ao menos oito ataques aéreos sobre Zliten mas fez questão de que «neste momento não temos provas de vítimas civis» e fez questão de que atacou objetivos «legítimos».

Um momento crítico

Este recrudescimento dos bombardeios aliados tem lugar em um momento crucial para os rebeldes, que têm evidenciado as suas diferenças internas com o anúncio da destituição do escritório executivo do Conselho Nacional de Transição (CNT), uma sorte de governo alternativo cuja função é administrar os territórios em mãos dos rebeldes no este do país.

O CNT decidiu manter no seu posto ao primeiro-ministro, Mahmud Jibril, embora com a ordem de que visite regularmente a capital rebelde, Bengasi. Jibril estava em Qatar no momento do anúncio. Não é o único. Vários ministros foram acusados de passar quase o tempo todo fora do país. Não obstante, o catalisador desta crise foi a morte em mãos dos seus do chefe militar dos rebeldes, o general Abdel Fatah Yunes.

A detenção que acabou com a sua execução foi assinado pelo já ex ministro de Exteriores, Ali Essawy. As críticas estendem-se ao ex ministro de Defesa, Jallal al-Digheily, quem manteve uma viagem a Egito depois de ser informado da detenção do militar.

O CNT reconheceu «erros e excessos administrativos».

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