do CONVERSA AFIADA
| Se o Hamilton fosse urubólogo os EUA seriam sempre colonia inglesa |
Esse fenômeno de fulminante efeito ocorreu na transmissão do programa Bom (?) Dia Brasil, da Rede Globo, aquela que fez de Ricardo Teixeira o seu Murdoch.
Observe-se que, diante da inelutável batalha pela audiência, o Bom (?) Dia passou a restringir o espaço destinado à urubologa.
Como se diz no jargão da televisão, ela “derruba” a audiência enquanto derruba o Brasil.
Onde foi que a Globo – porque são essências idênticas – destruiu o Brasil Maior.
Qual é o cerne da “destruição” ?
É a manchete do Globo: “Governo vai gastar até 25% mais para proteger a indústria”.
Ou, como diz o economista José Márcio Camargo, frequentemente citado pela urubóloga e que aparece no Valor, na pág. A6:
“ … elevar a 25% o ágio que o Governo pagará ao produto nacional em suas licitações … tem forte conteúdo inflacionário, porque reduz ainda mais a taxa de desemprego (?)”.
Ou como disse a urubóloga no Bom (?) Dia: os empresários vão elevar o preço em 25% para vender ao Governo.
O que pressupõe duas hipóteses:
1) como diz o em breve ex-ministro Johnbim, que já respira por aparelhos, o Governo é composto por um conjunto de “idiotas”, que não vai fazer concorrência e se deixará ludibriar pelo mais esperto;
2) que não há concorrência – que todos os fornecedores do Governo são monopolistas e vão aumentar os preços em 25% sem que nada aconteça no mercado à sua volta.
O problema da crítica do PiG (*) ao PIB vem lá de trás, quando o candidato à Presidência Luis Inácio Lula da Silva foi ao Rio e disse que, se eleito, ia rasgar a compra de petroleiros da Petrobrás na Ásia.
O sombrio Governo do Farol de Alexandria rezava pela cartilha da urubóloga e por meia dúzia de percentuais comprava petroleiros na Ásia – e assim destruiu a indústria naval brasileira.
Oito anos e meio depois, é um horror !
Clique aqui para ler: só o programa de contratações da Petrobrás prevê a construção de 46 navios e a contratação de 75 mil trabalhadores até 2014.
Este ansioso blogueiro aconselharia o redator da manchete do Globo, acompanhado da urubóloga e do José Marcio a dar um pulinho a Suape, onde se construiu o primeiro petroleiro, o João Cândido, o Almirante Negro, depois que o Nunca Dantes ressuscitou a indústria da construção naval brasileira.
No vôo até Recife, recomenda a leitura do “Relatório sobre Manufaturas” de um certo Alexander Hamilton, que fundou a indústria (e a economia moderna) dos Estados Unidos.
É melhor do que ler O Globo.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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