do Agência Prensa Latina
Trípoli, 15 set (Prensa Latina) O presidente francês, Nicolás Sarkozy, e o premiê britânico, David Cameron, expressaram hoje aqui respaldo à liderança rebelde, que ainda não controla plenamente Líbia, a pesar de contar com apoio militar da OTAN.


A visita de Sarkozy e Cameron provocou um reforço da segurança em Trípoli onde uma multidão de repórteres mostraram interesse em cobrir a primeira visita de governantes ocidentais a esta capital desde que foi tomada pelos insurgentes, em 21 de agosto.

Ambos estadistas, cujos países lideram a agressão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), caracterizada por demoledores e indiscriminados bombardeios, se reuniram com dirigentes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) para dar um apoio à pretensão de formar um governo provisório.

Fontes do CNT afirmaram que Sarkozy e Cameron visitarão também a cidade oriental de Benghazi, berço da insurrección contra Muamar Kadafi iniciada em 17 de fevereiro passado.

Além de dialogar com o chefe do CNT, Mustafa Abdul Jalil, os mandatários viajaram em um helicóptero francês a uma região central para visitar um hospital e pretende pronunciar discursos na praça Verde, agora batizada como Praça dos Mártires.

Um porta-voz do CNT assegurou a jornalistas que os visitantes se deslocarão a Benghazi para reiterar seus oferecimentos de ajudar à prosperidade da que definem como "nova Líbia", promovendo suas particulares visões de liberdade, democracia e estabilidade.

A maioria dos dirigentes rebeldes transladaram-se a Trípoli, mas sua estrutura de governo permanece ainda em Benghazi, tida em conta de suas limitações políticas e militares para dominar todo o vasto país.

Sarkozy foi anfitrião de uma denominada conferência de Amigos de Líbia que convocou em Paris em 1 de setembro e, em presença de líderes do CNT, se analisou um inventario de necessidades deste devastado país e uma primeira repartição de áreas de influência econômica e de investimentos.

Durante a breve estada, os estadistas prometeram levantar progressivamente as sanções impostas a Líbia, e renovaram o oferecimento para manter os bombardeios da OTAN contra forças de Kadafi nos bastiões de Bani Walid, Sirte e Sabha.

O ministro francês de Finanças, Francois Baroin, afirmou que as conversas se centraram mais em consolidar a autoridade do CNT e aniquilar os "últimos bolsões (de resistência) pró-Kadafi", que em subscrever contratos econômicos ou para a reconstrução.

Não obstante, Cameron anunciou que Londres despregará uma equipe de militares britânicos para asesorar aos rebeldes em matéria de segurança, e prometeu devolver a Trípoli valores por 790 milhões de dólares congelados ao governo de Kadafi.

rmh/ucl/bj

Modificado el ( jueves, 15 de septiembre de 2011 )

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