do BLOG DO PLANALTO

Presidenta Dilma Rousseff exibe as 11 medalhas de ouro conquistadas pelo nanador Daniel Dias nos Jogos Parapan-americanos de Guadalajara 2011. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Um momento de comemorar, de agradecer e também de pedir a ampliação de investimentos no esporte paraolímpico. Essa foi a definição que vários atletas brasileiros que participaram dos Jogos Parapan-americanos de Guadalajara deram ao encontro na tarde de hoje (24) com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília (DF). Na quarta edição dos Jogos, a delegação do Brasil conquistou o primeiro lugar no quadro-geral com 197 medalhas: 81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze.



“Muitas delas graças ao incentivo do programa Bolsa-Atleta”, afirmou o velocista Yohansson Ferreira, que ganhou duas medalhas de ouro e uma de bronze, e recordista mundial nos 200 m.


Das 197 medalhas conquistadas, quase 80% foram conquistas de bolsistas do programa Bolsa-Atleta, do governo federal. Esses atletas trouxeram para o país 156 medalhas – 56 ouros, 52 pratas e 48 bronzes. Ao se contabilizar medalhas recebidas por atletas de esportes coletivos, como o futebol, por exemplo, esse número salta para 201 pódios alcançados por bolsistas – 94 ouros, 57 pratas e 50 bronzes.


Para Daniel Dias, maior medalhista brasileiro com onze ouros, além de cinco recordes mundiais, o Brasil está no caminho certo, na medida em que tem investido no esporte paraolímpico. Resultado, segundo ele, de apoio da iniciativa privada e do governo federal.








“A gente tem as ferramentas aí, agora é só desfrutar de tudo isso. Devemos ir em busca dos sonhos, é o principal. A gente acreditar no nosso potencial. Não coloque limite na sua vida, de realização e capacitação, porque podemos nos tornar campeões principalmente na vida, e não só no esporte”, ressaltou.


O bolsista André Brasil trouxe na mala seis medalhas de ouro pela natação, numa demonstração de que “mais uma vez os atletas puderam mostrar o quanto o Brasil é forte no esporte paraolímpico”. Para ele, mais importante do que conquistar o pódio é deixar o exemplo de força e superação às milhões de pessoas com deficiência no Brasil.


“Para a gente é uma emoção muito grande, já que estávamos representando o nosso país. E poder saber que sem a credibilidade dos nossos representantes e sem o incentivo talvez isso aqui não acontecesse.”


O sorriso estampado no rosto e as três medalhas de ouro no peito não deixaram a velocista Terezinha Guilhermina durante a solenidade. Os recordes alcançados não foram fruto de “milagre”, como ela disse, mas de muito treino e esforço, além da ampliação dos investimentos no esporte paraolímpico.


“Com o Bolsa-Atleta, o governo tem recebido o atleta com deficiência e oferecido as mesmas condições que tem oferecido para um atleta convencional. Eu creio que essas 197 medalhas não são milagre, não são resultado de uma varinha de condão. São resultado de trabalho e de muito investimento.”

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