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Mulheres esperam na fila para votar no Cairo
O endereço mais emblemático do Cairo passou um dia sem as multidões que ali protestavam há mais de uma semana pela saída da Junta Militar do poder no Egito. A Praça Tahir, no centro da capital egípcia, deixou de ser o foco nesta segunda-feira (28), dia das primeiras eleições parlamentares desde a queda do presidente Hosni Mubarak em fevereiro.
Todos os grandes jornais internacionais noticiaram com surpresa a presença em massa de eleitores no primeiro de votação. Na Praça Tahir, permaneceram acampados manifestantes antimilitares ao mesmo tempo em que 45 mil pessoas fizeram fila nos colégios eleitorais.
Nesta terça-feira (29), segue a votação no Cairo e em outros Estados. O complexo processo das eleições seguirá por mais quatro meses, com a realização do pleito em outros conjuntos de regiões.
Problemas de organização e violações das regras eleitorais foram reportadas. Alguns dos partidos foram acusados por organizações de direitos humanos de fazerem propaganda na boca de urna e de usarem religião para se promoverem.
Ainda assim, a pesquisadora do Human Rights Watch, Heba Morayef, avaliou bem o processo em entrevista ao New York Times. Para ela, não existiram tentativas de sabotagem ou de manipulação dos resultados:
- É a bagunça costumeira. Mas se o resultado continuar a ser tão bom quanto parece, é isso o que importa. Se for assim até o final de amanhã, será suficiente para que o processo continue. E haverá um Parlamento legítimo.
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Mulheres esperam na fila para votar no Cairo
O endereço mais emblemático do Cairo passou um dia sem as multidões que ali protestavam há mais de uma semana pela saída da Junta Militar do poder no Egito. A Praça Tahir, no centro da capital egípcia, deixou de ser o foco nesta segunda-feira (28), dia das primeiras eleições parlamentares desde a queda do presidente Hosni Mubarak em fevereiro.
Todos os grandes jornais internacionais noticiaram com surpresa a presença em massa de eleitores no primeiro de votação. Na Praça Tahir, permaneceram acampados manifestantes antimilitares ao mesmo tempo em que 45 mil pessoas fizeram fila nos colégios eleitorais.
Nesta terça-feira (29), segue a votação no Cairo e em outros Estados. O complexo processo das eleições seguirá por mais quatro meses, com a realização do pleito em outros conjuntos de regiões.
Problemas de organização e violações das regras eleitorais foram reportadas. Alguns dos partidos foram acusados por organizações de direitos humanos de fazerem propaganda na boca de urna e de usarem religião para se promoverem.
Ainda assim, a pesquisadora do Human Rights Watch, Heba Morayef, avaliou bem o processo em entrevista ao New York Times. Para ela, não existiram tentativas de sabotagem ou de manipulação dos resultados:
- É a bagunça costumeira. Mas se o resultado continuar a ser tão bom quanto parece, é isso o que importa. Se for assim até o final de amanhã, será suficiente para que o processo continue. E haverá um Parlamento legítimo.
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