do CONVERSA AFIADA



Saiu na newsletter do Bradesco:


O volume de vendas do comércio varejista restrito (que não inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) registrou crescimento de 1,3% em novembro, comparativamente ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE. 


Esse resultado ficou bem acima do esperado por nós (+0,3%) e pelo mercado (+0,4%). Na comparação com o mesmo período de 2010, houve alta de 6,8%. O indicador ampliado (que inclui todas as atividades), por sua vez, registrou alta de 1,5% ante outubro (alta interanual de 3,2%), abaixo do esperado pelo Depec/Bradesco (2,0%) mas um pouco acima das expectativas do mercado (1,2%).


Uma análise mais desagregada revela que houve recuperação em 9 das 10 atividades cobertas pela PMC ampliada, com destaque para o setor de jornais, livros, revistas e papelaria, com crescimento de 8,6% na margem, equipamentos de escritório, informática e comunicação (6,0%), veículos e motos, partes e peças (4,6%) e combustíveis e lubrificantes (1,6%).


Por outro lado, as vendas tecidos, vestuários e calçados apresentaram queda de 0,5% ante outubro.


Um horror !, não, amigo navegante ?








O ansioso blogueiro deu-se ao trabalho de ler uma página inteira do jornal Valor com uma copiosa entrevista com aquela que, aparentemente, se tornou a nova jenia tucana.


Trata-se de Monica de Bolle, da consultoria Galanto, e diretora da “Casa das Garças”, um templo neolibelês instalado num ponto bucólico do Rio, com a finalidade de prover alguma ideia original aos tucanos.


Inútil.


De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada, dizia o Barão de Itararé.


A nova sumidade parece lamentar que a Presidenta Dilma dê prioridade ao crescimento.


Que horror !


Provavelmente, porque prefira o não-crescimento que vigorou no Governo Cerra/FHC.


Ou talvez porque preferisse um aperto grego contra a inflação.


Não se sabe.


Ela lamenta também que o Banco Central tenha cometido um crime de morte: mudou a política monetária e reduziu os juros sem avisar os bancos (nem as consultoras): “perdeu-se credibilidade sem necessidade”, diz ela.


“Perdeu a credibilidade” com quem ?


Só se for com a Urubóloga, que tambném se sentiu traída pelo Tombini.


“Seria preciso complementar esse afrouxamento (sic) monetário com uma restrição fiscal mais forte” – é sentença que nenhum outro neolibelês tinha enunciado, antes.


D Monica acha que o Tombini detonou a política de metas inflacionarias – e, portanto, não leu a excelente entrevista do professor Nakano na Carta Capital.


Ela prevê que a Presidente terá dificuldades homéricas com o aumento do salário mínimo !


E a conclusão é de fazer chorar lágrimas de sangue: “se fecharmos o ano com crescimento de 3% e inflação de 6%, num quadro externo extremamente adverso, vai ficar muito difícil dizer que o governo brasileiro errou.”


Amigo navegante, os tucanos já tiveram pensadores melhores.


Dessa casa de garças …


À falta de alternativa, com as melhores intenções, o ansioso blogueiro sugere que o PSDB mantenha a Elena Landau e a Urubóloga como centros propulsores de ideias.


Se depender da D. Monica, os tucanos vão submergir numa barragem de Furnas.

Paulo Henrique Amorim

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