do O ESQUERDOPATA


Os liberais, velhos e novos, passam a vida a pregar a diminuição da carga tributária. Até que um dia o povo, burro, acaba gostando da ideia, vota nos canalhas e a primeira coisa que eles fazem é AUMENTAR os impostos. Claro que a culpa é do governo anterior ou posterior, nunca deles.



O Congresso espanhol aprovou ontem o primeiro plano de austeridade e de aumento de impostos apresentado pelo novo governo conservador do Partido Popular, cujo objetivo é combater o déficit orçamentário e cortar 9,9 bilhões em gastos públicas. O pacote também prevê congelamento salarial e aumento de impostos sobre a renda e propriedades imóveis.

O decreto de medidas urgentes, anunciado há duas semanas, foi aprovado com 197 a favor, 138 contra e 4 abstenções. O governo da Espanha vai congelar os salários e aumentar a jornada de trabalho dos funcionários públicos. O salário mínimo, atualmente de 641, também ficará congelado. (Comentário: 641 euros na Espanha é uma miséria mais miserável que 622 reais no Brasil)

O ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro, disse que o plano é duro mas necessário, e culpou a má gestão do anterior governo socialista pela herança econômica recebida. "A economia está paralisada, estamos às portas de uma recessão e as contas estão desequilibradas, como consequência, entre outras coisas, das péssimas decisões adotadas pelo anterior governo", disse Montoro. "Era necessária uma resposta contundente."

De acordo com o ministro, o governo anterior gastou 20 bilhões a mais do que o previsto no orçamento de 2011,.

As primeiras medidas econômicas do primeiro-ministro Mariano Rajoy, eleito em novembro do ano passado, incluem a elevação do imposto sobre propriedades imóveis e uma alta progressiva do imposto de renda, que vai aumentar entre 0,75% e 7% de acordo com a arrecadação, pela qual o governo espera quase 6 bilhões adicionais.

Montoro acusou o anterior governo de ter ocultado cifras que demonstravam que o país encerraria o ano com um déficit de 8%. O governo anterior havia se comprometido com a União Europeia a manter um déficit de 6%. O governo de Mariano Rajoy assumiu a meta de reduzir o déficit público este ano para até 4,4% do PIB e até 3% em 2013.

A Espanha tenta superar a crise da dívida, que a tornou candidata a um resgate financeiro similar ao que foi concedido pela União Europeia a Grécia, Irlanda e Portugal. O país abandonou em 2010 quase dois anos de profunda recessão, agravada pela crise internacional e pelo colapso de seu setor imobiliário.

As más perspectivas econômicas e um índice de desemprego que chega a 21,5% estão a ponto de levar novamente a economia espanhola à recessão, segundo as previsões de vários organismos internacionais.

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