do DIÁRIO LIBERDADE
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Colômbia - Gara - [Tradução do Diário Liberdade] O chefe das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC), Rodrigo Echeverry, alias "Timochenko", instou o Governo colombiano a estabelecer um diálogo "face ao país" e "sem mentiras".

"Interessa-nos tratar em uma hipotética mesa de conversas. Face ao país. Pôr em questão as privatizações, a desregulamentação, a liberdade absoluta de comércio e investimento, a predação ambiental, a democracia de mercado, a doutrina militar", assinala o máximo comandante das FARC.
"Timochenko" ou "Timoleón Jiménez", cujo verdadeiro nome é Rodrigo Echeverry Londoño, substituiu na máxima chefatura do grupo guerrilheiro Guillermo León Sáenz alias "Alfonso Cano", quem morreu em uma operação do Exército a 4 de novembro de 2011, em um lugar montanhoso do departamento do Cauca.
Aos poucos dias, o chamado "secretariado" designou "Timochenko" como o seu novo guia.
O chefe guerrilheiro denuncia em um comunicado difundido através do site das FARC que se regista um despregamento de tropas na região do Catatumbo, no Norte de Santander, departamento fronteiriço com a Venezuela, território no qual as autoridades colombianas acham que se localizam acampamentos guerrilheiros.
"Timochenko" assinala que as tropas querem garantir a chegada de empresas multinacionais para semear óleo de palma e explorar minerais, e denúncia que o Exército "se aproxima das comunidades indígenas do Catatumbo, simulando brigadas de ajuda".
No entanto, acrescenta, "o que terá de acontecer será a perseguição infame e o desterro dos indígenas Barí, cujos assentamentos são alvo das grandes companhias transnacionais que vêm pelo carvão, o petróleo e os agrocarburantes".
Na sua mensagem, o comandante guerrilheiro pede ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, "retomar a agenda que ficou pendendo no Caguán", nas selvas do sul do país, palco de um frustrado processo com o Governo de Andrés Pastrana entre 1998 e 2002.
Echeverry recorda a Santos que então o hoje presidente "fez parte" desse Governo (de Pastrana) e "se negou à abordar (a agenda) dez anos atrás" com o qual selou uma condenação "a todos a esta Troia sangrenta que sem tomada de Iliao se apresta a se repetir".
Destes "e similares assuntos, com participação ativa dos afetados, nos interessa tratar em uma hipotética mesa de conversas", indica.
"Timochenko" conclui assinalando que as FARC sempre se negarão a "aceitar a imposição de verdades absolutas" e afirma que "este conflito não terá solução enquanto não forem atendidas as nossas vozes".

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