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IGP-M de janeiro é o 2º menor da história



Agora, mesmo os mais céticos aceitam que está racionalmente afastado um cenário de retomada da inflação.

Mas há quatro ou cinco meses isso já era sabido por qualquer pessoa capaz de olhar em conjunto os indicadores econômicos.


O gráfico aí de cima, com os valores mensais e os acumulados em 12 meses do Índice Geral de Preços da Fundação Getúlio Vargas mostra que, pelo menos a partir de junho, a tendência de queda da inflação é nítida e insofismável.

O índice de janeiro divulgado hoje pela FGV, com alta de 0,25% no mês foi – excetuado o de janeiro de 2009, em plena supercrise – o menor da história para o mês de janeiro, como você pode ver na tabela abaixo.

Embora todos saibam que o resultado não será tão positivo no índice oficial de inflação, o IPCA, que é influenciado por fatores sazonais – alimentos, reajustes em impostos, passagens de ônibus, escolas – também o IGP-M de janeiro é marcado pela pressão da chamada “inflação gregoriana”, isto é, a decisão de empresas de reajustarem preços na virada do ano, protegendo-se da inflação futura.

Pela sazonalidade, os preços ao consumidor ainda terão uma subida forte este mês, como já indicam os números do IGP-M, que apesar dos ),25 no geral , tiveram elevações fortes neste preços (Curso de ensino superior, 4,36%, fundamental 6,33% e médio 6,37%, além de 1,61% nos ônibus urbanos, contra uma variação zero destes índices no mês anterior).

Mas não devem se considerados – a não se por que aja por má-fé – como uma tendência.

Só ao fim do trimestre, melhor ainda depois de abril, é que se exporá a mesma linha de queda no IPCA que o gráfico do IGP-M já revela.

Sem abalos na Europa além da estagnação tudo indica dominar seu cenário econômico, ninguém pode dizer que não há boa possibilidade de chegarmos a uma inflação até inferior a 5% no final do ano.

Por: Fernando Brito

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