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Representantes do FMI, Comissão Europeia e BCE são acusados de extorsão e interferência em processos legais do Estado
EFE

Uma importante associação da Polícia grega exigiu nesta sexta-feira que sejam emitidas ordens de detenção contra os representantes da troika pelas acusações de extorsão e outros delitos contra a soberania nacional. O pedido é da Federação Pan-helênica de Oficiais de Polícia (POASY), em carta que fez referência aos três representantes da chamada troika na Grécia: Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional (FMI); Servaz Deruz, da Comissão Europeia e Klaus Mazuch, do Banco Central Europeu (BCE).

"Ficam avisados que, como representantes legítimos da Polícia Grega, pedimos que sejam emitidas ordens de prisão contra os senhores por uma grande quantidade de delitos contemplados pela legislação e de acordo com o Código Penal grego", afirma a carta. Concretamente, os policiais acusam os representantes da troika de "extorsão", "promoção encoberta da eliminação ou redução de políticas democráticas e da soberania nacional" e "interferência em processos legais essenciais" do Estado.

O comunicado explica que esta decisão foi adotada em um conselho geral ampliado da POASY e reflete a saturação dos oficiais de Polícia sobre as pressões internacionais para implantar políticas de austeridade. A POASY pede "políticas programáticas que guardem os interesses dos trabalhadores" e que o interesse dos "agiotas" "não seja posto acima das necessidades básicas do povo".

Além disso, a associação deixa claro que "sob nenhuma circunstância" os policiais aceitarão ser utilizados contra o povo grego. "Não aceitaremos que nos coloquem para matar nossos irmãos", afirma a carta. Um porta-voz da Polícia grega consultado pela Agência Efe se negou a avaliar o comunicado, mas reconheceu que tem consciência dele e que a POASY conta com "bastante influência" no corpo.

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