do OperaMundi
O terrorista se deixou fotografar e filmar pela primeira vez desde os ataques
O terrorista noruguês Anders Behring Breivik, que assumiu a autoria pelo duplo ataque que deixou 77 mortos na Noruega em julho de 2011, afirmou nesta segunda-feira (06/02) que merecia uma medalha de honra pelo o que fez. Ele exigiu sua "libertação imediata", alegando que o massacre foi "um ataque preventivo contra os traidores da pátria".
Efe
Antes de se sentar, Breivik estendeu os braços, um ato que, segundo seu advogado,
Geir Lippestad, é “algum tipo de saudação de extrema direita’
As declarações foram feitas durante a última audiência judicial antes de seu julgamento e a primeira em que Breivik concordou em ser fotografado e filmado. O terrorista reconheceu a autoria dos ataques, mas recusou declarar-se culpado. A audiência vai definir se Breivik continuará preso até seu julgamento, marcado para abril.
Breivik, opositor da multiculturalidade e da "invasão muçulmana" na Europa, foi o autor do atentado à bomba contra a sede do governo norueguês na capital e de um tiroteio na ilha de Utoya, perto de Oslo. No ano passado, psiquiatras entregaram à justiça um relatório no qual afirmaram que Breivik é esquizofrênico e estava “psicótico” quando cometeu os ataques. Em janeiro, porém, um tribunal da Noruega pediu uma nova avaliação do extremista.
A juíza Elizabeth Arntzen, do tribunal de Oslo, afirmou que a nova avaliação é necessária por causa das críticas ao primeiro relatório. Ao considerar Breivik esquizofrênico, os especialistas aumentaram as chances de ele ser enviado a uma instituição psiquiátrica e não à prisão.
Na Noruega, para que a defesa alegue insanidade o réu precisa ter cometido o crime em estado psicótico. Isso significa que ele perdeu contato com a realidade ao ponto de já não conseguir controlar suas ações. Dois novos psiquiatras noruegueses, Agnar Aspaas e Terje Toerrisen, foram nomeados para avaliar o estado psicológico do extremista. Segundo a juíza, ambos os relatórios serão considerados durante o julgamento de Breivikl. Em dezembro, os sete membros da comissão do Conselho Norueguês de Medicina Forense tinham aprovado o primeiro relatório.
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