do Brasil 247
Foto: DIVULGAÇÃO
POR RENÚNCIA, ÉPOCA DE RICARDO TEIXEIRA NA PRESIDÊNCIA DA CBF ESTÁ ACABANDO; COLUNISTA ANCELMO GÓIS CRAVA QUE ELE DEIXA A ENTIDADE AMANHÃ; ATRÁS DE SI, RASTRO COM DUAS COPA DO MUNDO, MULTIPLICAÇÃO DE RECEITAS E ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO
247 - A saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de Futebol é cada vez mais certa. Segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, o cartola deve renunciar nesta quinta-feira, 15, tanto ao cargo na CBF como no Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Se concretizada a informação, será o fim de uma era de títulos e denúncias na gestão que assumiu em 1989 e a possibilidade de ascensão de outros nomes no cenário político do esporte brasileiro.
Enquanto comandou a CBF, Teixeira viu de perto um dos momentos mais vitoriosos e lucrativos do futebol brasileiro na história. Durante quase 20 anos, a Seleção nacional esteve no topo e foi favorita em todas as competições que participou. Foram duas Copas do Mundo, em 1994 e 2002, erguidas por capitães brasileiros, além do vice-campeonato de 1998, quando o Brasil foi superado pela França na final. Outros títulos importantes, como três Copas das Confederações e quatro Copas Américas também foram conquistadas, embora o ouro olímpico tenha persistido inalcançado.
Fora de campo, por outro lado, toda a gestão foi marcada por seguidas denúncias de corrupção e escândalos que desgastaram a imagem do cartola. Em 2000, Teixeira ficou perto da saída durante as CPIs do Futebol e da CBF/Nike, mas resistiu a pressão e continuou no cargo. Desta vez, o pedido de demissão seria uma forma de evitar que a Justiça suíça suspenda o sigilo do dossiê ISL, que trata do recebimento de propina de dirigentes da FIFA durante a década de 90.
O favoritismo de Michel Platini para assumir a Federação Internacional afasta ainda o sonho do brasileiro de seguir os passos de João Havelange, seu ex-sogro, na presidência da entidade máxima do futebol.
Com a saída de Teixeira, quem assume a CBF é José Maria Marin, vice-presidente da Região Sudeste na Confederação. O político malufista, ex-governador de São Paulo, é o vice-presidente mais antigo na entidade, o que, segundo o regimento interno, o garantiria no comando.
Outro nome que ganha força com o pedido de demissão de Teixeira é Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e atual Diretor de Seleções da CBF. É ele o favorito do corintiano Lula para uma aproximação entre o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e o Governo brasileiro, embora Sérgio Cabral insista em um nome carioca para o cargo.
247 - A saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de Futebol é cada vez mais certa. Segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, o cartola deve renunciar nesta quinta-feira, 15, tanto ao cargo na CBF como no Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Se concretizada a informação, será o fim de uma era de títulos e denúncias na gestão que assumiu em 1989 e a possibilidade de ascensão de outros nomes no cenário político do esporte brasileiro.
Enquanto comandou a CBF, Teixeira viu de perto um dos momentos mais vitoriosos e lucrativos do futebol brasileiro na história. Durante quase 20 anos, a Seleção nacional esteve no topo e foi favorita em todas as competições que participou. Foram duas Copas do Mundo, em 1994 e 2002, erguidas por capitães brasileiros, além do vice-campeonato de 1998, quando o Brasil foi superado pela França na final. Outros títulos importantes, como três Copas das Confederações e quatro Copas Américas também foram conquistadas, embora o ouro olímpico tenha persistido inalcançado.
Fora de campo, por outro lado, toda a gestão foi marcada por seguidas denúncias de corrupção e escândalos que desgastaram a imagem do cartola. Em 2000, Teixeira ficou perto da saída durante as CPIs do Futebol e da CBF/Nike, mas resistiu a pressão e continuou no cargo. Desta vez, o pedido de demissão seria uma forma de evitar que a Justiça suíça suspenda o sigilo do dossiê ISL, que trata do recebimento de propina de dirigentes da FIFA durante a década de 90.
O favoritismo de Michel Platini para assumir a Federação Internacional afasta ainda o sonho do brasileiro de seguir os passos de João Havelange, seu ex-sogro, na presidência da entidade máxima do futebol.
Com a saída de Teixeira, quem assume a CBF é José Maria Marin, vice-presidente da Região Sudeste na Confederação. O político malufista, ex-governador de São Paulo, é o vice-presidente mais antigo na entidade, o que, segundo o regimento interno, o garantiria no comando.
Outro nome que ganha força com o pedido de demissão de Teixeira é Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e atual Diretor de Seleções da CBF. É ele o favorito do corintiano Lula para uma aproximação entre o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e o Governo brasileiro, embora Sérgio Cabral insista em um nome carioca para o cargo.
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