CONVERSA AFIADA


Desta segunda-feira até 11 de maio, as agências da Caixa em todo o país abrirão uma hora mais cedo.

E vão abrir também no sábado 12 de maio, das 9 às 16 horas.

Faz parte do programa “Caixa Melhor Crédito”, em que, como o Banco do Brasil, a Caixa reduziu os juros duas vezes consecutivas.

É a estratégia da Presidenta, que resolveu peitar os bancos, com a ajuda da Caixa, do Banco do Brasil e do BNDES.

Como se sabe, o Farol de Alexandria, num documento do Ministerio da Fazenda prometeu ao FMI vender a Caixa, o Banco do Brasil e, se pudesse, transformava o BNDES num escritório tropical do Morgan Stanley.

O primeiro movimento da Dilma foi para que os bancos reduzissem o spread – a diferença entre o custo de captar dinheiro e o que cobram do cliente.

O PiG (*) e seus colonistas (**) enfatizavam que o Brasil tinha – porque não tem mais – a mais alta taxa de juros reais do mundo.

Mas não diziam que os spreads também.

Como não costumam dizer que o custo das tarifas bancárias no Brasil é um dos mais altos do mundo.

Agora, informou o Globo, neste domingo, na página 22, que, depois dos spreads, a Dilma quer ter uma conversinha com os bancos sobre as tarifas bancárias.

E mostra uma tabela impressionante:
para abrir cadastro, os bancos privados cobram, na média, R$ 390;
os públicos, R$ 32;
para fazer transferencia entre contas, num mesmo banco, os privados cobram na media R$ 60;
os públicos, R$ 1,54

A Dilma cismou que o custo de um empréstimo no Brasil tem que seguir padrões internacionais.

Ainda mais agora que a Selic se aproxima dos 8%.

O sistema bancário brasileiro era intocável.

Era.

O presidente do Banco Central não preside mais o BankBoston.

O presidente do Banco Central é funcionário de carreira.

Que não veio de banco privado, nem consta que queira ir.

A Dilma decidiu entrar na jaula dos leões.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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