DEMOCRACIA E POLÍTICA
Paul Krugman, prêmio Nobel de economia (3º da esquerda para a direita), em seminário em SP
Por Izabela Ferreira Alves, do portal UOL, em São Paulo
“O Brasil é o destino favorito dos investimentos globais Assim o prêmio Nobel de economia Paul Krugman definiu a posição do país em relação ao mundo, em palestra promovida quarta-feira (18) na capital paulista pelo SEBRAE, serviço de apoio à empresa. Ele destacou que a tendência histórica de os países emergentes sofrerem com as crises mundiais não se confirma no cenário atual.
"Sempre que houve problema no G7, os emergentes sofriam mais, mas o mundo mudou. Isso não ocorre mais e os emergentes, principalmente o Brasil, foram bastante resilientes com relação à crise."
Segundo Krugman, enquanto os EUA acabam de atingir somente agora, quatro anos depois, o patamar de PIB de 2008, o Brasil demonstra crescimento sólido e razoável. "Desde 2000 [2003], o país vive período muito bom, pela estabilidade e crescimento econômico que vem sendo melhor em relação ao passado, associado à redução da desigualdade, com políticas como o “Bolsa Família”, juntamente com a melhoria dos níveis de educação. Isso é uma história feliz."
No entanto, deve-se olhar a migração dos investimentos do eixo Norte para o Sul com cautela. "O mercado agora adora o Brasil, mas na última década eram a Espanha e Grécia os queridos do capital". Os dois países encontram-se hoje no epicentro da crise Europeia.
Outra razão para o país ficar alerta é a consequente sobrevalorização do real, que não é sustentável para os negócios da iniciativa privada, segundo ele. "Se o Brasil pudesse voltar à taxa de cambio de 2008, sem grandes disrupções seria bom."
Com relação à crise internacional, o economista acredita que uma solução ainda possível de ser adotada na Europa é a exclusão de países da zona do euro. Já com relação aos EUA, a produção poderia ser cerca de US$ 1 trilhão superior ao que se registra hoje. "As pessoas estão há mais de um ano desempregadas e nosso sistema não está pronto para isso, os jovens estão encontrando dificuldade para encontrar trabalho."
FONTE: reportagem de Izabela Ferreira Alves, do portal UOL, em São Paulo (http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/04/18/brasil-e-o-queridinho-dos-mercados-globais-diz-krugman.jhtm) [Título, imagem do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’]

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