SUL 21

Anders Breivik | Foto: Reprodução


Da Redação


O terrorista que assassinou 77 pessoas na Noruega disse nesta segunda-feira (23) acreditar que poderia distinguir a ideologia de suas potenciais vítimas ao olhar para elas e que tentou poupar um que tinha a aparência “de direita”. O julgamento do ultradireitista Anders Behring Breivik acontece desde a semana passada em um tribunal de Oslo.

Breivik confessou que poupou a vida de Adrian Pracon, secretário da Juventude Trabalhista na região de Telemarca, porque o jovem parecia “ser de direita” e que lhe lembrava a ele mesmo. Pracon é um dos sobreviventes do massacre e, após recuperar-se de seus ferimentos, escreveu um livro sobre suas lembranças, o que gerou grande repercussão na Noruega.

“Certas pessoas parecem mais esquerdistas do que outras”, disse Breivik, explicando como ele escolheu “marxistas” com seu fuzil e pistola e passou por um jovem que pensou ser conservador. “Esta pessoa … parecia de direita, era a sua aparência. Essa é a razão pela qual eu não disparei nenhum tiro contra ele”, disse Breivik, cuja sanidade, ou a falta dela, é uma questão primordial a ser determinada no julgamento.

Breivik se desculpou aos parentes de uma das vítimas e os feridos sem filiação política nos atentados. Ele se referiu a um transeunte que morreu no atentado com um carro-bomba em Oslo, no qual faleceram oito pessoas, e outras que ficaram feridas e não tinham “relação” com os partidos. “Quero enviar-lhes uma grande desculpa e lamentar o ocorrido. O objetivo não era atacar civis inocentes como eram estes”, disse. Ele insistiu que tem consciência do “sofrimento” que causou aos familiares, mas que era “uma pequena barbárie para impedir outra barbárie maior”, a destruição da cultura e do povo norueguês nas mãos dos defensores do “multiculturalismo”.

Com informações do Opera Mundi

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